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Nise Yamaguchi, Sikera, Rubinho Nunes, Hélio Bolsonaro e mais 15: veja nomes da direita que foram rejeitados nas urnas

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As eleições do último domingo (4) desenharam um cenário duplo para a extrema-direita brasileira. Embora as forças conservadoras e o centrão tenham garantido a maioria das cadeiras na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, a ala mais histérica do bolsonarismo sofreu um duro revés nas urnas. Figuras de projeção nacional, influenciadores e aliados de primeira hora do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foram expressivamente rejeitados pelo eleitorado em diversos estados.

Uma das esperanças de voto da extrema-direita, a médica Nise Yamaguchi (PL-SP), defensora do uso de medicamentos sem eficácia comprovada durante a pandemia de Covid-19, disputou uma vaga de deputada federal por São Paulo. Longe do desempenho necessário para garantir mandato, somou apenas 42.758 votos e ficou fora do Congresso.

O apresentador Sikêra Jr. (Republicanos-SP), conhecido pela retórica agressiva e alinhamento incondicional com a extrema-direita, tentou se eleger deputado federal por São Paulo. Ele alcançou apenas 37.050 votos, desempenho insuficiente dentro do seu partido, amargando a suplência.

Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e conhecido por manter um mandato calçado na retórica violenta contra as periferias de São Paulo e os movimentos populares, Rubinho Nunes (UB-SP) sofreu uma derrota marcante que impacta diretamente o grupo político do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e do ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite (MDB). Ele obteve 41.883 votos na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados e não irá para Brasília (DF).

Hélio Lopes (PL-RR), conhecido como Hélio Bolsonaro, fez sua carreira política como amigo de Jair Bolsonaro. Sem poder usar o sobrenome emprestado do ex-presidente na urna por decisão da Justiça Eleitoral e após transferir seu domicílio do Rio de Janeiro para Roraima, o subtenente disputou uma vaga ao Senado Federal e alcançou 79.038 votos, terminando na quinta colocação, muito longe de conseguir uma das duas cadeiras na Casa Alta.

Presidente nacional do Progressistas e ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, Ciro Nogueira (PP-PI) tentava a renovação do seu mandato no Senado Federal pelo Piauí. Em uma disputa acirrada, somou 758.411 votos (24,59% do total) e terminou em terceiro, ficando fora da Casa Alta.

Envolvido no escândalo do Banco Master, Ciro Nogueira viu seu prestígio ruir em Brasília. Antes, o presidente do PP, que, segundo as investigações, recebia uma mesada de R$ 300 mil de Daniel Vorcaro, chegou a ser cogitado como vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL).

Autora da peça jurídica que embasou o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff em 2016, Janaína Paschoal (PP-SP) buscava uma cadeira de deputada federal por São Paulo. Com apenas 46.773 votos, a ex-deputada estadual e atual vereadora ficou longe do número necessário para se eleger.

Ex-BBB e influenciador alinhado à extrema-direita, Adrilles Jorge (UB-SP) disputou novamente uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo. Alcançou 26.994 votos e, sem atingir a votação necessária para entrar pelo quociente partidário, amargou mais um revés nas urnas e ficou fora da bancada federal.

Senador notabilizado por polêmicas e investigações no STF ao longo do mandato, Marcos do Val (Avante-ES) tentou a reeleição ao Senado pelo Espírito Santo. O parlamentar teve um desempenho inexpressivo no estado, somando cerca de 4,17% dos votos válidos, terminando em posições secundárias na apuração e perdendo sua vaga na Casa Alta.

Expoente do bolsonarismo histérico e conhecido por ser um dos integrantes da bancada da bala, Éder Mauro (PL-PA) tentou alçar voos maiores e disputar uma das duas vagas para o Senado Federal pelo Pará. Com 1.997.768 votos (22,26% dos votos válidos), ficou em terceiro lugar na disputa, perdendo a eleição e ficando sem mandato.

Confira abaixo outros candidatos da extrema direita que foram rejeitados:

• Rita Zambelli – Mãe de Carla Zambelli, tentou ser deputada federal em São Paulo e teve 22.720 votos • Tomé Abduch – Tentou ser deputado federal em São Paulo e teve 71.534 votos • Rogéria Bolsonaro - Ex-esposa de Jair Bolsonaro, tentou ser deputada federal no Rio de Janeiro e teve 65.496 votos • Breno Café com Teu Pai — Representante do movimento "red pill", tentou ser deputado federal no Rio de Janeiro e teve apenas 27.088 votos • Maurício do Vôlei – Tentou se reeleger à Câmara dos Deputados, mas teve apenas 16.122 votos • Eduardo Cunha - Ex-presidente da Câmara dos Deputados, não conseguiu retornar ao Congresso e teve apenas 32.075 votos • Pedro Poncio — O influenciador que ganhou fama satirizando o MST tentou se eleger como deputado federal, mas foi rejeitado pelos paulistas e teve apenas 25.957 votos • Marcelo Queiroga — Ex-ministro da Saúde no governo Bolsonaro, tentou uma vaga no Senado na Paraíba e terminou em quarto, com 533.723 votos • Marcelo Crivella — Ex-prefeito do Rio de Janeiro e bispo licenciado, teve desempenho pífio na disputa pelo Senado, terminando em sexto, com 539.598 votos





Com Informações: Brasil de Fato

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