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MMA abriu edital para arborização de periferias urbanas em pequenas cidades

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) abriu nesta quinta-feira (7) o edital de chamamento público ArborizaCidades para ampliar áreas verdes em cidades com população entre 20 mil e 750 mil habitantes, com foco em arborização de periferias urbanas e medidas de enfrentamento ao calor extremo.

Segundo o MMA, o edital prevê a liberação de R$ 19 milhões para projetos de implantação de áreas arborizadas. O ministro João Paulo Capobianco afirmou que a proposta busca equilibrar a distribuição de áreas verdes, mais presentes em bairros nobres, com mais plantio de árvores em regiões periféricas.

“O que estamos fazendo é muito mais que plantar árvores, estamos salvando vidas, estamos promovendo inclusão social e democracia “, destacou.

Envio de propostas e critérios

De acordo com o MMA, os municípios poderão apresentar propostas até o dia 6 de julho, com valores entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões. Os recursos poderão ser usados para despesas correntes, como aquisição de mudas e serviço de plantio. Obras não serão contempladas, segundo as regras do chamamento.

“Já foi demonstrado claramente que áreas urbanas com cobertura arbórea acima de 40% proporciona uma redução de temperatura de até 5 graus”, reforçou Capobianco.

A abertura do edital ocorreu durante o 3° Encontro do Programa Cidades Verdes Resilientes, em Brasília. No evento, também foi lançada a Coletânea Brasileira de Arborização Urbana, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Alagoas, a Sociedade Brasileira de Arborização Urbana e o Instituto de Estudos Socioeconômicos.

A coletânea reúne cinco manuais de arborização com orientações de manejo e gestão, além de informações sobre biodiversidade e serviços ecossistêmicos, por região do país. O material também inclui o estudo Saúde e Ondas de Calor no Brasil: evidências sobre mortalidade, morbidade hospitalar e implicações para o SUS.

“As cidades brasileiras, os nossos gestores, vão ter agora um guia para saber que árvores nativas brasileiras a gente pode plantar, quais são adequadas para o ambiente urbano, para não estourar fio e calcada, quais que atraem mais espécies da nossa fauna nativa para cada região”, explica o ministro.

As iniciativas integram o Plano Nacional de Arborização Urbana (PlaNAU), política pública de orientação e financiamento para ampliar e qualificar a cobertura verde urbana, com o objetivo de enfrentar o calor extremo associado às mudanças climáticas.



Com informações do Agência Sertão

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