O dólar encerrou esta sexta-feira (8) abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez em 28 meses, enquanto a bolsa brasileira subiu e recuperou parte das perdas do pregão anterior. Os movimentos ocorreram após a reação dos mercados a dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos e à redução de temores de escalada no conflito entre Estados Unidos e Irã.
O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 4,894, em baixa de R$ 0,029 (-0,60%). Esse é menor valor de encerramento desde 15 de janeiro de 2024. No acumulado de 2025, a moeda norte-americana registra queda de 10,84% frente ao real.
Segundo a Reuters, o recuo foi impulsionado pela divulgação das estatísticas de emprego dos Estados Unidos, que apontaram criação de vagas acima do esperado e reduziram temores de desaceleração econômica e de inflação mais forte no país. Investidores também acompanharam sinais de continuidade do cessar-fogo no Oriente Médio após declarações do presidente Donald Trump.
Bolsa avança
O Ibovespa subiu 0,49%, aos 184.108 pontos, com apoio de ações de bancos e mineradoras. Apesar da recuperação nesta sexta-feira, o principal índice da B3 acumulou queda de 1,71% na semana. No ano, porém, ainda apresenta valorização de 14,26%.
O ambiente externo mais favorável também sustentou o pregão brasileiro. Segundo a Reuters, em Wall Street o índice S&P 500, que reúne 500 empresas, avançou 0,84%, refletindo o alívio com os dados econômicos dos EUA e a percepção de menor risco de recessão na maior economia do mundo.
Mesmo com a diminuição das tensões no Oriente Médio, os preços do petróleo fecharam em alta, embora tenham desacelerado perto do fim das negociações. O barril do Brent avançou 1,23%, a US$ 101,29, e o WTI subiu 0,64%, para US$ 95,42.
Segundo a Reuters, apesar da alta desta sexta, os contratos encerraram a semana com perdas superiores a 6%. O mercado segue monitorando os riscos envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, após o Comando Central dos Estados Unidos informar que dezenas de navios-tanque seguem impedidos de circular nos portos iranianos devido às tensões na região.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que Washington aguardava uma resposta do Irã à proposta de encerramento do conflito. Embora tenha reforçado a continuidade do cessar-fogo, Donald Trump voltou a pressionar o Irã nesta sexta-feira e renovou o ultimato para que Teerã abandone seu programa nuclear.














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