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Conquista: Ministério Público denuncia presidente da Coopmac

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O Ministério Público do Estado da Bahia acaba de denunciar a alta cúpula de uma das mais expressivas forças do agronegócio da região.A Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense Ltda. (COOPMAC). Um dos investigados é o próprio presidente da entidade, Isaac Silva Figueira. A principal acusação é a violência psicológica severa contra mulheres, difamação e ameaça de morte.

A denúncia, assinada no dia 08 de abril de 2026 pela Promotora de Justiça Carolina Bezerra Alves G. Silva, joga luz sobre um cenário de  assédio e constrangimento vivido por duas funcionárias da cooperativa.. Valendo-se de sua posição hierárquica, o presidente Isaac Silva submeteu as vítimas a atos de humilhação contínua pelo simples fato de serem mulheres.

Uma das vítimas atuava como secretária, era rotineiramente chamada por apelidos pejorativos.

O presidente proferia comentários depreciativos sobre o corpo da funcionária e chegou a afirmar a humilhante frase: “você não é nada”.

Em um ataque direto à honra da trabalhadora, Isaac Figueira afirmou que ela teria viajado “atrás de macho”.

A outra vítima também foi alvo da fúria do presidente; ao ser cobrada agressivamente por uma ausência, ouviu de Isaac se “estava de TPM”, sendo ameaçada de demissão com o dedo apontado em seu rosto.

Em uma objetificação explícita, o presidente disse a uma das vítimas que, se fosse de sua época, “teria lhe passado o rodo”.

Segundo a denúncia, um dos membros da diretoria presenciou ativamente esses ilícitos, anuindo com a conduta do presidente através de risadas e comentários que validavam e intensificavam a humilhação das mulheres.

A situação, que já configurava grave violência de gênero, escalou para a esfera criminal das ameaças de morte quando o então Diretor Executivo da COOPMAC, a época, decidiu não se calar e instaurou uma sindicância interna para apurar os abusos.

Sentindo-se contrariado pela investigação, o presidente Isaac Figueira passou a ameaçar o diretor, afirmando que “iria acabar com a vida” do Diretor. A promotora destaca na denúncia que a promessa de mal injusto era real e grave. Tanto que, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na fazenda do denunciado, a polícia encontrou exatamente um cartucho deflagrado de calibre .38, além de munição de uso restrito e uma arma de fogo.





Com Informações: Blog do Rodrigo Ferraz

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