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‘Traição à Pátria’: governo Lula repudia atuação de Flávio em audiência sobre tarifaço e denuncia ‘objetivo eleitoreiro’

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Após o fim da audiência do Escritório de Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o governo brasileiro emitiu uma nota sobre a participação do senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acusando-o de “traição à Pátria”.

“Convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à Pátria. Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro”, afirma a nota.

O senador teve uma fala de aproximadamente cinco minutos e trouxe um texto com pontos contraditórios ao que vinha argumentando até então. Durante a reunião, ele defendeu o Pix e disse que as tarifas de Donald Trump prejudicam o Brasil.

Anteriormente, em uma carta enviada ao governo estadunidense, Flávio não criticou as sanções impostas pelos EUA contra o Brasil. Inclusive, aconselhou que a medida seja adiada para depois das eleições presidenciais brasileiras de 2026, com medo de interferir negativamente em sua candidatura à Presidência da República.

Além de Flávio, o Brasil contou com mais 34 representantes inscritos, entre empresários e outras autoridades de setores do comércio do país. A atuação dessa equipe foi uníssona nas críticas ao tarifaço, trazendo dados e estudos para despersuadir os EUA a manterem a política de taxação extra dos produtos brasileiros.

Nem os estadunidenses

Gigantes estadunidenses, como Tesla, eBay e Nestlé, participaram da audiência e atuaram na mesma linha dos representantes brasileiros, criticando as medidas de Trump. Segundo o Itamaraty, 43 empresas e associações comerciais dos EUA pedem que produtos brasileiros não sejam tarifados.

“Entre os 34 brasileiros inscritos, só Flávio Bolsonaro não se posicionou contrário às medidas contra o Brasil, optando por sugerir o seu adiamento, com claro objetivo eleitoreiro“, diz a nota brasileira.

Os Estados Unidos estudam impor novas tarifas de 25% a produtos vindos do Brasil, com o argumento de que certas práticas do governo são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem o comércio dos EUA”.

O governo brasileiro não participou oficialmente da audiência. Segundo integrantes da equipe presidencial, as tratativas comerciais entre Brasil e Estados Unidos são conduzidas pelos canais diplomáticos e institucionais, principalmente pelo Itamaraty e pelos ministérios responsáveis pela política econômica e pelo comércio exterior, e não por parlamentares de oposição em agendas políticas no exterior.





Com Informações: Brasil de Fato

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