O candidato do PP (Progressistas) Guilherme Derrite disputa uma vaga no Senado Federal por São Paulo nas eleições de outubro deste ano. O deputado federal tem 41 anos e também é ex-policial militar e ex-secretário da Segurança Pública do estado.
Na chapa deste ano, ele traz como candidatos a 1° e 2° suplentes Vicente Santini (Republicanos)e Julio Serson (PP). À Justiça Eleitoral, declarou mais de R$ 2 milhões em bens, entre aplicações, investimentos, valor em conta corrente e terrenos.
Derrite nasceu em Sorocaba, no interior de São Paulo. O ex-secretário ingressou na PM (Polícia Militar) em 2003 e, pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco, na capital paulista, formou-se bacharel em Ciências Sociais e Segurança Pública.
Anos depois, em 2019, também concluiu graduação em Direito pela Universidade Cruzeiro do Sul, onde fez pós-graduação em Ciências Jurídicas. Neste ano, finalizou seu mestrado em Gestão e Políticas Públicas.
Atuou como tenente na Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar) entre 2010 e 2013, e depois chefiou o pelotão de Força Tática do 49º BPM/M (Batalhão de Polícia Militar Metropolitana). Entre 2015 e 2018, também atuou como oficial no Corpo de Bombeiros.
Em 2018, ingressou na política ao ser eleito deputado federal, cargo que ocupou por dois mandatos seguidos.
Esta é a terceira eleição de Derrite, mas a primeira que concorre como senador. Ele foi eleito deputado federal por São Paulo em 2018, pelo PP, e reeleito em 2022, pelo PL (Partido Liberal). Também foi vice-líder do Governo na Câmara dos Deputados.
Apesar de dois mandatos na Câmara dos Deputados, Derrite ganhou notoriedade, principalmente, por ocupar a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo entre 2023 e 2025, durante governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), que concorre à reeleição.
Sua gestão à frente da pasta recebeu críticas por episódios de violência policial no combate ao crime, como no caso do homem jogado de uma ponte na zona sul de São Pauloem dezembro de 2024, e as Operações Verão e Escudo, na Baixada Santista, consideradas as mais letais do estado.
Ele foi exonerado do cargo para assumir como relator no PL (Projeto de Lei) Antifacção, aprovado pelo Congresso e transformado na Lei Raul Jungmann.
À época, foi convidado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). O projeto foi apresentado ao governo após a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, em outubro do ano passado.
Derrite é aliado do atual governador paulista, que definiu os nomes do ex-deputado e de André do Prado (PL) como os que apoia no pleito deste ano.
Além de Tarcísio, o ex-secretário defende abertamente a eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em outubro.
Como mostrou a CNN Brasil, ainda em pré-campanha ao Senado, Derrite e Flávio entraram de mãos dadas em evento em maio, com o ex-secretário fazendo discurso em favor do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).













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