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Pais influenciam obesidade infantil? Especialistas explicam ao Dr. Kalil

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O comportamento dos pais dentro de casa é um dos fatores mais determinantes para a saúde das crianças. É o que afirmam especialistas ao CNN Sinais Vitais�com o Dr. Roberto Kalil.

No CNN Sinais Vitais deste sábado (22), às 19h30 a endocrinologista Claudia Cozer Kali, do Hospital Sírio-Libanês, e a nutricionista Thaís Cardeal Ramos conversaram com o Dr. Roberto Kalil sobre o papel dos pais no combate à obesidade infantil.

O exemplo dos adultos como ferramenta de saúde

Claudia destacou que as crianças observam e tendem a reproduzir os hábitos dos pais, mesmo quando aparentemente resistem às orientações. “O exemplo em casa é muito importante, além da oferta e da oportunidade de comer coisas diferentes”, afirmou.

Ela citou situações cotidianas como exemplo: uma criança que diz não gostar de cenoura crua pode aceitá-la ralada no arroz, demonstrando que a forma de apresentar os alimentos também faz diferença.

A especialista reforçou que atitudes simples dos adultos, como evitar o consumo frequente de doces e refrigerantes em casa, podem ser assimiladas pelas crianças ao longo do tempo.

“Se os pais implementam não comer sempre doce, não tomar sempre refrigerante, usar em casa o mínimo possível desses produtos, elas, aos poucos, podem copiar e repetir os pais”, explicou Claudia.

Atividade física e o impacto do sedentarismo

Outro ponto abordado foi o crescente sedentarismo infantil, atribuído a questões de segurança e à mudança nos hábitos de lazer das crianças. Claudia recomendou ao menos uma hora de atividade física por dia para crianças, com tempo ainda maior nos fins de semana.

Ela sugeriu atividades como brincar no prédio, pular cama elástica, pular corda e dançar como alternativas acessíveis. “Os pais também têm que fazer atividade física na rotina deles para estimular. O estímulo vem da cópia”, ressaltou.

Sono de qualidade como pilar da saúde infantil

A qualidade do sono também foi apontada como fator crucial. Segundo Claudia, crianças têm dormido cada vez mais tarde, em grande parte devido ao uso excessivo de telas, e acordam cedo para ir à escola, comprometendo o descanso.

“São nas primeiras horas do sono que se libera o hormônio de crescimento, e o ciclo de vários hormônios precisa de um ritmo de sono regular”, explicou. A especialista alertou ainda para a apneia do sono em crianças com excesso de peso, condição que prejudica a qualidade do descanso e aumenta o apetite durante o dia.

“Uma noite mal dormida aumenta o apetite durante o dia até para manter essa criança acordada”, concluiu. Os três pilares — sono, alimentação e exercício — foram definidos como o “tripé da saúde” para crianças e adultos.



Fonte: CNN Brasil, todos os direitos reservados

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