O Pacto Pela Democracia divulgou um manifesto para impedir que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) continue tentando barrar o livre funcionamento do canal Exército do Lula, que, neste momento, está com 10 milhões de pessoas.
A queda de braço em torno grupo do WhatsApp vem acontecendo desde a semana passada, quando o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, ordenou a suspensão e verificação do canal. Entre idas e vindas, houve uma nova ofensiva de Nunes Marques nesta quinta-feira (22), que foi barrada por uma liminar do ministro do tribunal Floriano de Azevedo Marques. O Pacto Pela Democracia é uma coalizão que reúne mais de 230 organizações da sociedade civil e, no abaixo-assinado, defende a “liberdade de manifestação política e o direito de se organizar coletivamente”.
Ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, Maia Aguilera, coordenadora de advocacy do Pacto pela Democracia, afirma que, apesar da decisão favorável de manter o canal, é importante que as pessoas assinem o documento. “A gente deve seguir vigilante”, ressalta. “O direito de organização, seja nas ruas, seja nas redes, deve ser garantido ainda mais no processo eleitoral. E a decisão [de Nunes Marques] coloca isso em risco ao querer equiparar um comportamento inautêntico que é proibido nas eleições, como a utilização de bots para inflar artificialmente uma publicação, a um comportamento coordenado, que existe tanto no Exército de Lula quanto na Tropa do Flávio”, argumenta.
Além do episódio envolvendo o canal Exército do Lula, a campanha petista teve o engajamento derrubado em uma série de conteúdos a partir de pedidos da campanha de Flávio Bolsonaro. Na avaliação de Aguilera, essas ações buscam atrapalhar o processo eleitoral, e o Pacto atua no sentido de preservar as eleições. “Para isso acontecer, o Judiciário precisa ter uma posição de imparcialidade. No caso do Exército do Lula, seria a quarta tentativa de restrição a 48 horas das eleições. A gente acredita que é papel do TSE zelar pela integridade das eleições”, ressalta.
Sobre o caso da Meta, que teve funcionários admitindo favorecimento da candidatura de Flávio, Maia Aguilera considera que houve uma rápida resposta de mobilização da sociedade, com denúncia à ONU e manifestações populares. “A gente deve seguir, sim, mobilizados para que essa interferência não ocorra, porque cada vez mais as redes sociais têm peso nas eleições. Então a gente tem que estar atento para que a isonomia não seja atingida”, defende.
Para ouvir e assistir
O jornal Conexão BdFvai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.













Deixe um comentário