Uma ação conjunta entre órgãos ambientais e forças de segurança resultou em importantes apreensões e resgates de animais silvestres durante a Operação Rotas da Fauna, realizada nos dias 4 e 5 de outubro, em Feira de Santana, centro-norte da Bahia.
A operação teve como objetivo combater o tráfico de animais, os maus-tratos e o comércio irregular de produtos sem procedência fiscal. Ao longo da ação, as equipes lavraram 16 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) e 7 Boletins de Ocorrência Policial (BOPs).
No total, foram resgatados 67 pássaros silvestres e 12 galos de rinha, todos encontrados em situações de maus-tratos, configurando crime ambiental.
Produtos ilegais também foram apreendidos
Durante a operação, os agentes identificaram e apreenderam uma série de produtos comercializados de forma irregular, incluindo:
- 52 frascos de perfume importado sem nota fiscal;
- 89 cigarros eletrônicos contrabandeados;
- 24 litros de leite, 2 kg de carne, 4 kg de queijo e 2 kg de doce de leite, todos sem inspeção sanitária;
- Uma caixa de som e um microfone, sem comprovação fiscal.
Os materiais foram encaminhados à Receita Federal, responsável pela continuidade dos procedimentos legais.
Atuação integrada e fiscalização ambiental
A Operação Rotas da Fauna contou com o apoio técnico do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA) e da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB).
Os órgãos atuaram na fiscalização ambiental e sanitária, no acolhimento dos animais resgatados e na verificação da qualidade dos produtos de origem animal.
As aves silvestres serão encaminhadas a centros de triagem especializados, onde receberão cuidados veterinários e reabilitação antes de, possivelmente, retornarem à natureza. Já os galos de rinha seguirão para análise pericial e adoção das medidas legais cabíveis em casos de maus-tratos.
Combate contínuo ao tráfico de animais
As autoridades ressaltam que o combate ao tráfico de fauna silvestre e ao comércio ilegal depende da colaboração entre o poder público e a população. Denúncias podem ser feitas de forma anônima por meio dos canais oficiais de fiscalização ambiental e segurança pública.















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