A greve dos motoristas de ônibus no Rio continua nesta quarta-feira (1º) com uma nova audiência de conciliação prevista para 11h no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-1). A direção do sindicato afirma que as empresas não apresentaram proposta às demandas dos trabalhadores, que exigem salário de R$ 5 mil para motoristas de BRT e de R$ 4 mil para os demais.
Entre as demandas também está auxílio-alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde e odontológico, fim dos contratos temporários, jornada de trabalho 5×2, manutenção do passe livre e indenização dos 30 minutos do intervalo almoço.�
A categoria vai realizar nova assembleia nesta quarta (1º), às 16h, em Rocha Miranda, bairro da norte zorte, para decidir os próximos passos da mobilização. A proposta patronal rejeitada pelos trabalhadores foi de 4,39% de reajuste salarial e de R$ 29 a mais no auxílio-alimentação.
Na noite de terça-feira (30), o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) acolheu pedido da Prefeitura do Rio e determinou 80% de ônibus nas ruas. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 100 mil para o sindicato dos trabalhadores.
O presidente dos rodoviários, Sebastião Silva, comentou que o sindicato patronal tem se recusado a negociar a pauta de reivindicações da categoria.
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“Essa decisão é um prêmio para a direção do Rio Ônibus, que, mesmo sentada na mesa de negociação, vem se negando a apresentar uma proposta em relação às reivindicações do sindicato para atender os trabalhadores. Não nos resta alternativa a não ser cumprir a liminar, até porque lei é para ser cumprida e não discutida”, declarou.
Impactos
De acordo com o Rio Ônibus, o número de carros nesta manhã estava em 1.650, o que representa menos da metade do total. Com a paralisação dos rodoviários, a TrensRJ reforçou a operação. Ao longo do dia, serão disponibilizadas 30 viagens extras além da grade convencional, com redução dos intervalos entre trens nos horários de pico. No BRT, nesta manhã, mais de 90% dos carros articulados estavam rodando nos corredores, segundo a MOBI-Rio.�
A greve dos motoristas de ônibus começou às 0h da segunda-feira (29) sob uma decisão liminar da Justiça do Trabalho que estabelecia a circulação de 50% da frota. Passageiros enfrentaram longas filas de espera e ônibus lotados, principalmente na última terça-feira (30), dia seguinte ao ponto facultativo do jogo do Brasil na Copa do Mundo.�













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