A Mosaic espera uma redução de até 30% na aplicação de fertilizantes fosfatados no Brasil em 2026 em relação à média histórica, segundo executivos da companhia. A empresa afirma que os primeiros efeitos dessa menor aplicação já começam a ser observados na produtividade de algumas regiões do país.
As declarações foram feitas durante a teleconferência de resultados realizada nesta quarta-feira (5). A vice-presidente executiva comercial da Mosaic, Jenny Wang, afirmou que o consumo de fosfato no Brasil permaneceu em níveis considerados normais no último ano e registrou crescimento, diferentemente do mercado dos Estados Unidos, onde a aplicação ficou cerca de 15% abaixo de um ano típico.
Para este ano, no entanto, a companhia projeta uma redução de até 30% na aplicação de fertilizantes fosfatados tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.
Segundo Wang, a menor reposição de nutrientes deve retirar cerca de 1,3 milhão de toneladas adicionais de nutrientes dos solos brasileiros. De acordo com a executiva, a empresa já identificou queda de produtividade em alguns Estados. Nos Estados Unidos, a redução estimada é de até 1,4 milhão de toneladas.
O CEO da Mosaic, Bruce Bodine, afirmou que a recente recuperação dos preços das commodities agrícolas pode contribuir para reduzir parte das restrições à demanda por fertilizantes.
De acordo com a companhia, a expectativa de menor aplicação de fertilizantes está relacionada à elevação dos preços dos fosfatados, influenciada pelos preços do enxofre, matéria-prima utilizada na produção desses produtos, classificados pela empresa como “proibitivos”.
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