Sem apoio de outros partidos, o ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), escolheu o senador Eduardo Girão, do mesmo partido, como candidato a vice-presidente na chapa.
Com a decisão, Girão deve desistir da candidatura ao governo do Ceará. Os dois divulgaram um vídeo nas redes sociais, confirmando a aliança.
“Sempre disse que gostaria de um parceiro de chapa que fosse uma pessoa decente e ficha limpa. Em oito anos como senador, Girão demonstrou toda a sua coragem e integridade para enfrentar o abuso de poder, a censura e a farra dos intocáveis de Brasília. Não poderia ser outra pessoa”, disse Romeu Zema, no vídeo.
“Pelos brasileiros sedentos por Justiça, quero levar o que nós acreditamos e já defendemos em nossos mandatos aos quatro cantos do país: mais segurança, mais prosperidade, mais defesa da vida e da família, e menos abusos dos intocáveis que tomaram conta do poder público”, afirma Girão, no vídeo.
Em sua trajetória no Senado, para o qual foi eleito em 2018, Girão aprovou dois projetos lei. Um criando o Dia Nacional do Espiritismo, celebrado em 18 de abril. E outro proibindo a produção e a comercialização de alimentos obtidos por meio da alimentação forçada de animais.
O senador também é um defensor da anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado e preso por tentativa de golpe de Estado.
Durante a Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia de Covid, Girão foi árduo defensor do uso de cloroquina, ivermectina e hidroxicloroquina no tratamento da doença. Todos esses medicamentos foram descartados por cientistas no tratamento, por não apresentarem efeitos positivos aos pacientes.
O agora vice de Zema também levou médicos e outros defensores da cloroquina ao Senado. E criticou a Organização Mundial da Saúde (OMS) justamente por alertar sobre os riscos e a falta de eficácia desses medicamentos no tratamento da covid.
“Mas estão querendo esconder isso do povo brasileiro. E o meu Ceará, infelizmente, uma má vontade muito grande do nosso governo com pesquisas fraudulentas da OMS, como base. Enquanto as pessoas que têm dinheiro andam com a cloroquina no bolso. O povo não tem direitos, mas essas pessoas todas têm. O que estão querendo esconder? É só porque é barato?”, questionou Girão, em pronunciamento no Senado, em 9 de junho de 2020.













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