Estão abertas até 24 de abril de 2026 as inscrições para o Programa Nacional de Formação para Mulheres Lélia Gonzalez, Presente! – PROFAM – Empoderamento das Mulheres: Interseccionalidades, Escrevivências, Gênero e Justiça Climática, que vai selecionar 150 mulheres cis e trans de todas as regiões do Brasil para um processo formativo on-line.
Segundo o Ministério das Mulheres, a iniciativa foi lançada durante o Encontro Nacional de Gestoras de Políticas Públicas para Mulheres, realizado em Fortaleza (CE), e tem início previsto para maio de 2026.
O programa é realizado pelo Ministério das Mulheres, por meio da Secretaria Nacional de Articulação Institucional, Ações Temáticas e Participação Política (SENATP), em parceria com a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), o Instituto de Humanidades (IH) e o Grupo de Pesquisa Lélia Gonzalez, Presente!.
Com duração de nove meses, o PROFAM tem como objetivo fortalecer lideranças comunitárias femininas como multiplicadoras de conhecimentos voltados à análise de gênero e à interseccionalidade, na perspectiva da justiça climática, dos direitos humanos e do enfrentamento ao racismo e ao sexismo.
A proposta busca qualificar mulheres para a identificação de violações de direitos, o fortalecimento da cidadania ativa e a atuação política nos territórios, ampliando o acesso à informação, à Justiça e às políticas públicas ao longo do processo formativo nacional.
Serão selecionadas 150 mulheres, sendo 75 jovens e 75 adultas, com diversidade de trajetórias e pertencimentos. O perfil inclui, entre outros grupos, mulheres de axé, indígenas, quilombolas, agricultoras, de povos e comunidades tradicionais, mulheres LBT e mulheres com deficiência.
Também estão contempladas profissionais da saúde, mulheres migrantes, lideranças comunitárias e mulheres interessadas em participação política, justiça climática, políticas urbanas e acessibilidade. A seleção é voltada a candidatas de todas as regiões do país.
A metodologia do PROFAM é baseada em uma formação interseccional, feminista e ancestral, com enfoque na educação popular e territorializada, inspirada na Pedagogia da Alternância. O curso será estruturado em dois ciclos, com Tempo de Formação Coletiva (TFC) e Tempo Território Ancestral (TTA).
Ao longo do processo, serão realizados 12 Encontros Formativos, sendo seis on-line e seis presenciais nos territórios, totalizando 120 horas/aula. As atividades ocorrerão entre março e novembro de 2026, com participação de especialistas, formadoras populares, ativistas e intelectuais.
Como desdobramento, cada cursista, junto ao seu grupo de base, desenvolverá uma Ação Prática Multiplicadora (APM), resultando em Projetos de Atuação Comunitária (PAC). Ao final, serão produzidos e apresentados 150 projetos, reunidos em um e-book de circulação nacional.
As inscrições devem ser feitas exclusivamente on-line, no período de 31 de março a 24 de abril de 2026, por meio do formulário disponível em https://forms.gle/gQyJj6q71V3wfz4x5.
A documentação exigida deve ser enviada no ato da inscrição, conforme orientações previstas no edital. Acesse aqui o edital na íntegra.















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