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‘Inaceitáveis e ofensivas’, diz Mauro Vieira sobre declarações de Marco Rubio contra o Brasil

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O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, e o secretário de Estado do governo dos Estados Unidos, Marco Rubio | Crédito: Divulgação/Itamaraty

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quinta-feira (16) que a decisão do governo dos Estados Unidos de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros tem motivação política e classificou como “inaceitáveis” e “ofensivas” as declarações do secretário de Estado estadunidense, Marco Rubio, contra o Brasil. Segundo o chanceler, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) buscou diálogo desde o início da crise, mas enfrentou exigências consideradas “desmedidas” durante as negociações.

Ao rebater as justificativas apresentadas por Washington para a adoção das tarifas, Vieira associou diretamente a medida à carta enviada pelo presidente Donald Trump ao governo brasileiro, na qual o republicano condicionou a suspensão da sobretaxa à interrupção do processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O ministro também criticou a publicação feita por Marco Rubio nas redes sociais durante a madrugada. Segundo Vieira, o secretário de Estado “ataca de forma grosseira e arrogante o chefe de Estado de um país amigo” e demonstra inquietação com a postura adotada pelo Brasil nas negociações.

“Claramente o que incomoda o governo dos Estados Unidos é o fato de o Brasil não ter se curvado às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis apresentadas no curso das negociações”, declarou.

De acordo com o chanceler, entre as exigências feitas pelos norte-americanos estava a abertura “total, irrestrita e exclusiva” de setores inteiros da economia brasileira para empresas dos Estados Unidos, sem qualquer contrapartida para os produtos brasileiros. “Em outras palavras, exigiam a capitulação”, disse.

Vieira também contestou o argumento comercial utilizado por Washington para justificar as medidas. Segundo ele, os Estados Unidos acumularam superávit de US$ 424 bilhões na balança de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos. Além disso, afirmou que, em 2025, 76% das importações estadunidenses entraram no mercado brasileiro sem pagamento de imposto de importação, incluindo oito dos dez principais produtos exportados pelos EUA ao Brasil.





Com Informações: Brasil de Fato

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