Últimas notícias

“Estou totalmente limpo”, diz Ibaneis sobre pedidos de impeachment

35


O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou que está “totalmente limpo” no âmbito das apurações envolvendo a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB (Banco Regional de Brasília). Segundo ele, os pedidos de impeachment apresentados por partidos da oposição fazem parte de um trabalho “extremamente democrático”.

A declaração aconteceu nesta terça-feira (3), durante a inauguração da primeira unidade do “Na Hora Empresarial”, no Venâncio Shopping, em Brasília.

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, disse em depoimento à PF (Polícia Federal) no ano passado que se encontrou com Ibaneis Rocha para tratar da venda do Banco Master ao BRB. Os encontros teriam ocorrido entre 2024 e 2025 na casa do banqueiro e também na do governador, em Brasília.

Ibaneis minimizou as reuniões com o banqueiro.Segundo o governador, Vorcaro é uma figura conhecida no meio empresarial e mantém interlocução com agentes públicos. “A gente sabe que todos esses empresários têm relacionamentos com políticos”, afirmou.

Para reforçar o argumento, Ibaneis ainda citou encontros do banqueiro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), classificando as relações como naturais: “Isso não é problema”.

Pedidos de impeachment

No final de janeiro, representantes do PSB, do Cidadania e do PSOL apresentaram dois pedidos de impeachment contra o governador do Distrito Federal por crimes de responsabilidade supostamente cometidos nas negociações entre o BRB e o Master.

Como prevê a lei, os pedidos foram protocolados na CLDF (Câmara Legislativa do DF) e terão que passar por um longo caminho até serem votados em plenário.

O pedido dos partidos PSB e Cidadania afirma que a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB não tinha como objetivo fortalecer a instituição adquirida, mas sim ocultar um suposto passivo relevante do Master dentro de uma estrutura pública.

Ainda segundo o pedido, a postura do governador, ao politizar a decisão técnica do Banco Central e atribuir a rejeição da operação a supostas interferências partidárias, ao invés de determinar apuração interna das irregularidades, configura omissão dolosa e conivência com os atos de gestão fraudulenta praticados pela alta direção do BRB.



Fonte: CNN Brasil, todos os direitos reservados

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Master e Ueno são ‘grupos privados que usam estrutura política para lucrar em cima do país’, diz analista internacional

A renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, nesta quinta-feira (5), em...

Relembre como foi a estreia de Bortoleto diante da torcida brasileira na F1

Gabriel Bortoleto estreou na Fórmula 1 em 2025 e teve um primeiro...

‘Refém da taxa de juros’: para economista, mercado cobra austeridade mas lucra com a dívida

Pressionado por setores do mercado financeiro, o governo Lula pode anunciar algum...

Fachin mantém prisão de cunhado de Vorcaro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou nesta...