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31% dos homens da Gen Z afirmam que a esposa deve ser submissa, diz estudo

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De acordo com uma nova pesquisa, realizada pela Ipsos da Inglaterra em parceria com o Instituto Global de Liderança Feminina da King’s Business School, 31% dos homens da Geração Z — nascidos entre 1997 e 2012 — concordam que a esposa deve sempre obedecer ao marido.�

O estudo utilizou como base respostas de aproximadamente 23 mil pessoas de 29 países, incluindo Grã-Bretanha, EUA, Brasil, Austrália e Índia. Em comparação às gerações anteriores, a parcela masculina mais jovem lidera o índice machista.

Os dados do estudo mostram que 33% do público masculino acreditam que o marido deve ter a palavra final em decisões importantes e 24% concordam que uma mulher não deve parecer muito independente ou autossuficiente.

A análise ainda indicou que essa é a geração que mais acredita que a “luta por igualdade foi tão longe que já começou a discriminá-los”, no total, são 57% dos participantes, 3% a mais que os Millennials — nascidos entre 1981 e 1996.

“Nossos dados revelam uma discrepância impressionante entre as visões pessoais das pessoas, que são muito mais progressistas, e o que elas imaginam que a sociedade exige delas. Essa discrepância é particularmente acentuada entre os homens da Geração Z, que não apenas parecem sentir uma intensa pressão para se conformarem a ideais masculinos rígidos, mas, em alguns casos, também parecem esperar que as mulheres retornem a modos de ser mais tradicionais”, declarou a professora Heejung Chung, diretora do instituto da King’s Business School, na nota de divulgação dos resultados.

Uma segunda parte do estudo sugere que os homens mais jovens também têm expectativas mais tradicionais em relação ao seu próprio comportamento e escolhas dentro do âmbito familiar do que as gerações mais velhas.

Em comparação aos Baby Boomers — nascidos entre 1946 e 1964 —, 21% dos entrevistados da Gen Z acreditam que os homens que participam ativamente do cuidado com os filhos são menos masculinos do que aqueles que não se envolvem.

Em todos os casos, as mulheres discordaram em grande maioria das afirmações que tratavam sobre submissão e padrões sociais que alimentassem a desigualdade de gênero.

“A pesquisa deste ano mostra que estamos testemunhando talvez uma grande renegociação de como homens e mulheres desempenham papéis de gênero na sociedade atual”, completou Kelly Beaver MBE, diretora executiva da Ipsos no Reino Unido e na Irlanda.

*Publicado sob supervisão de Gabriela Maraccini



Fonte: CNN Brasil, todos os direitos reservados

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