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Tufão Maysak atinge a China, provoca enchentes e leva governo a ampliar medidas de emergência

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Enquanto o tufão Maysak perde força sobre o sul da China, o trabalho das equipes de emergência continua se intensificando em várias frentes. Nesta segunda-feira (6), o governo chinês ampliou as operações de resposta às enchentes provocadas pelas chuvas persistentes que acompanham o sistema desde sua chegada ao país. Em Guangxi, uma das regiões mais afetadas, rios seguem acima do nível de segurança, um reservatório rompeu após dias de precipitações intensas e milhares de profissionais permanecem mobilizados para evitar novos danos.

A situação mais crítica se concentra em um eixo que inclui áreas urbanas e rurais de Guangxi, onde a saturação do solo elevou rapidamente o nível de rios e canais. Em Nanning, capital da região, o alerta máximo para enchentes foi acionado diante do avanço das águas sobre áreas residenciais e vias principais. Em cidades como Guigang, bairros inteiros ficaram parcialmente isolados após alagamentos prolongados e bloqueios em estradas secundárias.

Na cidade de Hengzhou, o rompimento parcial de um reservatório de médio porte levou à evacuação imediata de comunidades próximas e ao reforço do monitoramento de outras estruturas hidráulicas. A prioridade das autoridades passou a ser evitar efeitos em cascata em áreas de drenagem já sobrecarregadas pelas chuvas.

Segundo a agência estatal Xinhua, a Sede Estatal de Controle de Enchentes e Alívio da Seca elevou para Nível II a resposta nacional de emergência em Guangxi. A medida fortalece a coordenação entre governo central e autoridades locais, acelerando o envio de recursos e concentrando equipes em áreas de maior risco.

O Ministério de Gestão de Emergências informou que 1.372 bombeiros e integrantes da equipe nacional de resgate foram enviados para Guangxi. As operações incluem 350 especialistas, 270 veículos, 140 embarcações e dois drones Wing Loong, usados principalmente para apoio em comunicação, reconhecimento de áreas isoladas e coordenação de resgates.

Ao mesmo tempo, foi iniciada a distribuição de 150 mil itens de ajuda humanitária, incluindo tendas, camas dobráveis, cobertores e kits de emergência destinados às famílias deslocadas.

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma confirmou a liberação de 100 milhões de yuans (cerca de R$ 76 milhões) para reconstrução de infraestrutura essencial, com foco em estradas, hospitais, escolas e sistemas de drenagem danificados pelas enchentes.

Embora os ventos tenham perdido intensidade, o principal desafio agora é a persistência das chuvas. Meteorologistas da Administração Meteorológica da China explicam que o sistema, ao avançar sobre o continente, passou a funcionar como um canal de umidade, mantendo precipitações intensas no sul do país. Esse padrão prolonga o risco de inundações, deslizamentos e transbordamentos, mesmo após o enfraquecimento do ciclone.

O tufão chegou ao litoral da província de Hainan na sexta-feira (3), provocando interrupções em voos, transporte ferroviário e marítimo, além da retirada preventiva de moradores em áreas vulneráveis. Em Guangdong, mais de 23 mil pessoas foram evacuadas, enquanto em Guangxi o total de deslocados chega a cerca de 48 mil pessoas.

Depois de cruzar Hainan, o sistema seguiu em direção a Guangxi e ao norte do Vietnã, perdendo força progressivamente, mas mantendo forte concentração de umidade. Nos últimos dias, isso provocou novas elevações rápidas no nível de rios e exigiu monitoramento contínuo de barragens e reservatórios em diferentes pontos da região.

Imagens divulgadas pela CCTVmostram ruas completamente alagadas, equipes de resgate utilizando embarcações para alcançar comunidades isoladas e trabalhos de contenção ao longo de rios e encostas instáveis. Em algumas áreas, moradores começaram a retornar de forma gradual para avaliar danos, enquanto máquinas pesadas removem lama e destroços.

Para as autoridades chinesas, o cenário segue crítico. A previsão é de continuidade das chuvas no sul do país, o que mantém elevado o risco de novos alagamentos. O foco agora está dividido entre resposta emergencial e prevenção de novos colapsos em infraestrutura já pressionada pelo volume acumulado de água.





Com Informações: Brasil de Fato

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