Após divulgação de uma foto do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como operador do banqueiro Daniel Vorcaro, o filho 01 de Jair Bolsonaro afirmou que não o conhece.
A publicação da imagem foi feita pelo ICL Notícias. No dia 4 de março deste ano, Sicário foi encontrado morto após ser preso em decorrência das operações da Polícia Federal que tiveram como alvo o Banco Master.
A foto que mostra Flávio próximo a Sicário é mais um capítulo da série de escândalos que tem impactado a pré-campanha do senador à presidência, como mostram os resultados das pesquisas de intenção de voto, incluindo a Quaest divulgada nesta quarta-feira (15).
Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, Francisco Fonseca, cientista político e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), disse que todos os acontecimentos recentes que colocam Flávio no centro de escândalos revelam seu histórico..
“Há uma parte dos brasileiros que nem conhece tanto assim Flávio, que é um político regional. Mas sua trajetória política é fortemente vinculada às milícias no Rio de Janeiro. Flávio tinha uma loja de chocolates e 90% do faturamento era em dinheiro. Isso não existe. É lavagem de dinheiro. Teve a chamada ‘rachadinha’, com inúmeras evidências, a própria compra de imóvel com dinheiro em espécie. Isso é Flávio Bolsonaro e isso é a família Bolsonaro”, avalia.
Fonseca também destaca o envolvimento do senador com o miliciano Adriano Nóbrega, que integrava o Escritório do Crime, grupo de matadores ligado às milícias fluminenses. “A mulher e a mãe de Adriano trabalharam no gabinete do Flávio. Ou seja, não é uma opinião. Estou falando de uma trajetória de uma pessoa que está entre a política e a polícia, o crime”, ressalta.
O cientista político destaca que os acontecimentos não surpreendem e apenas provam que Flávio Bolsonaro não tem uma proposta de país. “A proposta dele é colocar o Brasil de joelhos, acabar com o Pix, permitir o tarifaço, entregar as terras raras, não tem nenhum tipo de soberania. É uma campanha que vem perdendo eleitores, inclusive da direita”, argumenta.
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