Região

Educadores se mobilizam contra leilão de 98 escolas estaduais no RS nesta quinta-feira (16)

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Educadores da rede estadual do Rio Grande do Sul realizam nesta quinta-feira (16) um ato público contra a concessão de 98 escolas estaduaisà iniciativa privada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) do governo de Eduardo Leite (PSD). A mobilização antecede o leilão da concessão, marcado para o dia 23 de julho, na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo.

Em Porto Alegre, a concentração está prevista para as 9h30, em frente à 1ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), na Rua André Belo, 709, no bairro Menino Deus. Em seguida, os participantes farão uma caminhada até a Secretaria Estadual da Educação (Seduc), na Avenida Dolores Alcaraz Caldas, 90, no bairro Praia de Belas.

A grevefoi aprovada em assembleia geral do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers Sindicato) e deve mobilizar os 42 núcleos da entidade em todo o estado. Na Capital, participam da atividade escolas ligadas aos 38º e 39º núcleos do sindicato.

A PPP prevê a concessão dos serviços de infraestrutura, manutenção, limpeza, alimentação e conservação de 98 escolas estaduais por um período de 25 anos, em um contrato estimado em R$ 4,8 bilhões. O governo estadual afirma que a gestão pedagógica permanecerá sob responsabilidade do estado e que o modelo permitirá melhorar a infraestrutura das unidades escolares.

‘Não venda a minha escola’

O Cpers, por outro lado, considera que a proposta representa um processo de privatização da educação pública e defende o cancelamento do leilão. Para a entidade, os recursos previstos para a parceria deveriam ser investidos diretamente na rede estadual.

Segundo a presidenta do Cpers, Rosane Zan, a mobilização busca ampliar o debate com a população sobre os impactos da proposta: “Precisamos conversar com a sociedade, dizer: ‘não venda a minha escola’, dizer não à privatização e à mercantilização da educação. Para isso, a sociedade tem que vir conosco para defender a escola pública”.

Ela afirma que, durante o dia de greve, os educadores realizarão panfletagens em diferentes pontos das cidades para dialogar com a população.

“Vamos panfletar nas ruas, nas praças, em frente às coordenadorias e também nos bancos, onde circulam muitas pessoas, para que a sociedade entenda por que somos contra a privatização e a mercantilização da educação e a entrega dessas 98 escolas. Venha para a luta, procure o seu núcleo e diga não à privatização e à mercantilização da educação”, convida a dirigente.

O recebimento dos envelopes das empresas interessadas em disputar a concessão também ocorre nesta quinta-feira, etapa que antecede o leilão previsto para o próximo dia 23. Em resposta, o sindicato afirma que pretende intensificar a mobilização para pressionar o governo estadual a interromper o processo de concessão das escolas.





Com Informações: Brasil de Fato

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