Um forte terremoto de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia na segunda-feira (10), deixando pelo menos 281 mortos. A correspondente Luciana Taddeo acompanhou os trabalhos de resgate de feridos em Pereira, uma das cidades mais afetadas pelos tremores.
Durante o Live CNN desta sexta-feira (14), ela relatou que as equipes de resgate fizeram contato visual com uma das quatro pessoas presas nos escombros de um hotel que desabou durante o terremoto.
O contato foi estabelecido por meio de uma sonda de ultrassom, equipamento utilizado pelos socorristas para localizar vítimas em estruturas colapsadas. “Há esperança de resgates com vida por aqui”, relatou Taddeo.
Segundo a correspondente, testemunhas presentes no local durante a manhã informaram que, até o momento, apenas um corpo havia sido retirado dos escombros do hotel, e a expectativa agora se concentra no resgate de sobreviventes com vida.
Máquinas pesadas e guindastes estão sendo utilizados para auxiliar nas buscas nos escombros do hotel. Ao lado da estrutura do hotel, outro edifício também apresenta danos visíveis, com parte do teto comprometida.
A zona de emergência ao redor do hotel está isolada, com acesso restrito a equipes envolvidas na operação. Civis e profissionais de imprensa são mantidos afastados do local, sendo exigido o uso de capacete mesmo nas áreas destinadas à imprensa.
“Isso porque, caminhando pela cidade de Pereira, é muito impressionante. Dá a sensação de que, a qualquer momento, vão cair destroços de edifícios na sua cabeça”, afirmou Taddeo.
Destruição concentrada
A correspondente descreveu um cenário de destruição intensa no centro de Pereira. “A gente está no centro da cidade, todo o quarteirão está afetado.”
Segundo ela, ao percorrer as ruas da cidade, é possível observar vidros quebrados, paredes caídas, lojas com o interior completamente exposto e casas com estruturas gravemente comprometidas.
“É muito diferente do que a gente viu em Cali, onde havia dezenas de edifícios desabados. Mas lá, a gente via um desabamento e tinha que pegar um carro para outro ponto onde teve outro, não era um do lado do outro. Aqui em Pereira, a destruição está muito concentrada no centro“, destacou Taddeo.
Cães farejadores também estão sendo empregados nas operações de busca. De acordo com os socorristas que trabalham com esses animais, os cães são treinados para identificar o calor corporal de pessoas vivas.
Taddeo explicou que, antes de cada atuação, os resgatistas precisam se afastar do local por cinco a dez minutos para que o calor humano se dissipe e os animais possam farejar com precisão.
Cada cão possui uma forma própria de sinalizar a presença de vida. Alguns ficam estáticos, outros retornam repetidamente ao mesmo ponto e há aqueles que latem.
Para confirmar os achados, costuma-se utilizar mais de um animal simultaneamente, verificando se diferentes cães indicam os mesmos pontos antes de concentrar os esforços de busca naquela área.













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