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Polícia e manifestantes entram em confronto em protestos contra G7 na Suíça

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A polícia de Genebra lançou gás lacrimogêneo contra manifestantes que incendiaram um veículo Tesla e quebraram janelas de uma agência das Nações Unidas, neste domingo (14), em protesto contra a cúpula do G7 que acontecerá na França.

Cerca de 20 mil pessoas se reuniram para uma marcha inicialmente pacífica, mas os manifestantes posteriormente atacaram o que consideravam símbolos do capitalismo e do multilateralismo, incluindo um carro Tesla estacionado e o escritório da ONU.

Manifestantes arrancaram tijolos do chão para atirar contra a polícia, enquanto crianças choravam com o gás lacrimogêneo que se espalhava pelas ruas ensolaradas do centro de Genebra, segundo testemunhas da agência de notícias Reuters.

Ao longo dos anos, os protestos têm sido comuns nas reuniões do G7, com muitos manifestantes aproveitando as cúpulas para denunciar o capitalismo, a globalização, as mudanças climáticas e a desigualdade.

Os manifestantes disseram que compareceram para protestar contra o G7, que consideram um símbolo da concentração de poder político e econômico. Na semana passada, Elon Musk, dono da Tesla e ex-conselheiro do presidente americano Donald Trump, tornou-se o primeiro trilionário do mundo.

“Para mim, é um encontro de ricos que demonstra, mais uma vez, como os ricos podem ficar ainda mais ricos enquanto os pobres são deixados para trás”, declarou a manifestante Pippa Saugy.

Cúpula do G7

A cúpula do G7, que acontecerá entre os 15 e 17 de junho, em Évian-les-Bains, às margens do Lago de Genebra, reunirá os líderes da França, do Reino Unido, do Canadá, da Alemanha, da Itália, do Japão e dos Estados Unidos, além da União Europeia.

As guerras no Oriente Médio e na Ucrânia devem dominar a agenda, enquanto os líderes buscarão evitar um confronto com Trump, que tenta finalizar um acordo de paz preliminar com o Irã.

Em Genebra, lojas foram protegidas com tapumes e centenas de policiais antimotim foram mobilizados nas ruas, em meio a preocupações anteriores com a possibilidade de violência.

Mattia Piccard se irritou com a forte presença policial. “Esta é uma tentativa de intimidar os manifestantes, de assustar as pessoas e desencorajá-las a sair para protestar”, disse Piccard.

Clélia Colin, outra manifestante, disse que queria levantar a questão da desigualdade de gênero. “Os valores representados pelo G7 são completamente misóginos e contribuem para a desigualdade”, afirmou ela.



Fonte: CNN Brasil, todos os direitos reservados

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