A seleção iraniana está hospedada em Tijuana, na fronteira do México com os Estados Unidos. Neste domingo (14), a equipe realiza o último treino antes de embarcar em um voo de cerca de uma hora até Los Angeles. No sábado (13), a agência iraniana Isnanoticiou que a atividade foi acompanhada por veículos internacionais de imprensa.
A estreia da equipe na Copa do Mundo será nesta segunda-feira (15) contra a Nova Zelândia, em um estádio de Los Angeles, nos Estados Unidos. As seleções fizeram boas campanhas nas Eliminatórias. O Irã perdeu apenas um dos 16 jogos disputados, enquanto a Nova Zelândia venceu as cinco partidas que disputou. O jogo será às 18h no horário local e às 22h no horário de Brasília.
Na terça-feira (9), o ministro dos Esportes iraniano, Ahmad Donyamali, disse que a seleção pode interromper a partida e deixar a competição caso haja manifestações contra o país no estádio. “Esperamos que esses incidentes não ocorram, como os organizadores garantiram, e que todos os requisitos de hospedagem serão rigorosamente respeitados”, disse o ministro à agência estatal Isna.
Manifestações
A seleção do Irã pediu à Fifa autorização para utilizar braçadeiras pretas no jogo contra o Egito, na última rodada da fase de grupos, em 27 de junho. De acordo com o site Globo Esporte, o pedido é uma homenagem à data de morte do imã Hussein, neto do profeta Maomé e um das figuras mais importantes do Islã. A Fifa proíbe slogans, declarações ou imagens políticas, religiosas ou pessoais.
A delegação iraniana desembarcou no México no último domingo (7) usando um broche em que se lia “#168”, uma homenagem da seleção às vítimas do ataque feito pelos Estados Unidos a uma escola no sul do Irã, em 28 de fevereiro, data do início da guerra.
Dificuldades
Nesta Copa do Mundo, há três países-sede: Estados Unidos, Canadá e México. Forçada a se hospedar no México, apesar de ter sua estreia marcada nos Estados Unidos, a delegação foi inicialmente orientada a chegar a Los Angeles apenas na data da partida e, posteriormente, foi autorizada a desembarcar na cidade no dia anterior.
A Fifa ainda trabalha para que os vistos de toda a equipeiraniana sejam liberados. No sábado (13), quatro membros da delegação venceram recursos contra a rejeição de seus vistos para ingressar no território dos Estados Unidos, de acordo com a emissora britânica BBC. Outros 11 integrantes da equipe seguem sem poder viajar ao país governado por Donald Trump durante os jogos de sua nação.
Em entrevista à Fifa TV, o técnico iraniano Amir Ghalenoei reclamou da forma como a delegação foi tratada, afirmando que seria necessário chegar ao local da Copa do Mundo com duas semanas de antecedência para que os jogadores se acostumassem ao fuso horário.
“Não é assim que se trata uma equipe que passou 21 horas no ar e que tem uma competição marcada para daqui a apenas oito dias”, declarou o técnico após o desembarque, de acordo com a agência Isna.













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