O período de piracema termina neste sábado, 28 de fevereiro, nas bacias hidrográficas do Centro-Sul e Sudeste do Brasil, incluindo trechos da bacia do Rio São Francisco. Com isso, a pesca de espécies nativas volta a ser permitida em áreas onde o defeso se encerra nesta data, desde que sejam respeitadas as regras de cada estado e as normas de fiscalização.
No caso do São Francisco, porém, a liberação não é total em todos os ambientes. Nas lagoas marginais da bacia, a restrição de pesca permanece por mais tempo, com prazo estendido até 30 de abril, por serem áreas importantes para a reprodução e o desenvolvimento de peixes.
A piracema é o período em que várias espécies sobem os rios para desovar. A palavra tem origem tupi e significa, de forma geral, a “subida dos peixes”. Durante esse ciclo reprodutivo, a pesca de espécies nativas fica proibida em diferentes bacias do país como medida de proteção dos estoques pesqueiros.
Com o fim do defeso neste sábado em parte das bacias, pescadores amadores e profissionais podem retomar a atividade em locais liberados, mas precisam observar exigências como tamanho mínimo dos peixes, cotas de transporte, licenças e eventuais restrições permanentes em áreas de preservação.
São Francisco e lagoas marginais
O Rio São Francisco tem papel central para comunidades ribeirinhas, pescadores artesanais e para a economia de vários municípios. Além do leito principal, a bacia inclui ambientes associados, como as lagoas marginais, que funcionam como abrigo, alimentação e berçário natural para diferentes espécies.
Essas lagoas costumam ter grande importância ecológica durante o ciclo reprodutivo, especialmente em períodos de cheia e conexão com o rio. Por isso, a legislação mantém o defeso por prazo maior nesses ambientes, mesmo após o encerramento da piracema em outros trechos da bacia.
Na prática, isso significa que, mesmo com o fim da piracema neste sábado (28) em trechos do São Francisco, a pesca nas lagoas marginais continua proibida até o fim de abril.
Calendário varia conforme a bacia
Embora o dia 28 de fevereiro marque o encerramento do defeso em vários estados e bacias, o calendário da piracema é regionalizado. Há estados e regiões em que o período se estende até março ou maio, de acordo com o ciclo biológico das espécies e as regras locais.
Por isso, a orientação é que o pescador confirme sempre:
- o tipo de ambiente onde vai pescar (rio, reservatório ou lagoa marginal);
- a data de liberação naquele trecho;
- as espécies permitidas;
- limites de captura e transporte;
- necessidade de licença atualizada.
Retomada da pesca e atenção às regras
O fim da piracema permite a retomada da pesca de espécies nativas em áreas liberadas, mas não elimina a fiscalização. O descumprimento das normas ambientais pode resultar em apreensão de equipamentos, multas e outras penalidades previstas em lei.
Para pescadores artesanais, o encerramento do período de defeso também marca a retomada da atividade comercial nas áreas liberadas, após meses de restrição voltados à proteção da reprodução dos peixes.
Fim da Piracema
O que muda neste sábado (28): termina a piracema em várias bacias do Centro-Sul e Sudeste, com liberação da pesca em trechos onde o defeso se encerra nessa data.
No Rio São Francisco: a liberação vale para trechos abrangidos pelo calendário geral, mas não inclui automaticamente as lagoas marginais.
Lagoas marginais do São Francisco: a proibição de pesca segue até 30 de abril.
Antes de pescar: verifique licença, tamanho mínimo, cotas e regras específicas do local.
Atenção: áreas de preservação e trechos com normas próprias podem manter restrições mesmo após o fim do defeso geral.















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