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Papa Leão 14 pede solidariedade às vítimas do terremoto na Venezuela

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O papa Leão 14 manifestou publicamente no encerramento de reunião com o Colégio de Cardeais, chamada de consistório seu pesar pelas consequências do terremoto na Venezuela, que já deixou mais de 1.430 mortos. O pontífice agradeceu o empenho dos que trabalham nas atividades de busca e assistência. No sábado (27), ele pediu solidariedade à comunidade internacional.

“Gostaria de expressar minha solidariedade às irmãs e irmãos venezuelanos afetados pelos recentes terremotos, que causaram inúmeras vítimas e feridos, além de enormes danos materiais. Enquanto rezo ao Senhor pelo descanso eterno dos falecidos, renovo minha proximidade espiritual com seus familiares, com os feridos e com todos aqueles que foram atingidos por essa tragédia. Da mesma forma, manifesto minha gratidão e encorajamento a todos aqueles que trabalham com generosidade nas atividades de busca e assistência.”

A Igreja católica atua no país por meio da Cáritas venezuelana. O presidente da instituição, dom José Luis Azuaje Ayala, manifestou um apelo ao site Vatican News, pedindo orações aos afetados pelo abalo sísmico e também insistiu sobre a necessidade de acelerar as buscas por aqueles que ainda possam estar presos sob os escombros.

“Um esforço conjunto entre as diversas agências estatais e a sociedade civil para ajudar a minimizar as consequências desta tragédia”, propôs.

As equipes de resgate na Venezuela correm contra o tempo para salvar pessoas que ficaram sob os destroços. Nesse sábado (27), uma criança de 11 anos e uma idosa de 80 anos foram retirados com vida.

Novos tremores

O arcebispo Azuaje Ayala confirmou ao Vatican News que milhares de pessoas estão em praças ou áreas abertas, com receio de réplicas que possam causar o desabamento de outras infraestruturas e de edifícios já danificados. Ele também expressa preocupação com a situação crítica das redes elétrica e de distribuição de água potável.

Enquanto isso, nas diversas dioceses, estão sendo organizados centros de acolhimento por meio da rede da Cáritas e de outras organizações. Também estão sendo identificados locais onde as pessoas que perderam suas casas possam encontrar abrigo. “Essa situação ainda vai durar muito tempo”, acrescenta o presidente da Cáritas venezuelana.

Estima-se que mais de 70 mil famílias tenham ficado desabrigadas somente no estado de La Guaira.





Com Informações: Brasil de Fato

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