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Após ataques dos EUA, Irã diz que controlará totalmente acesso ao Estreito de Ormuz por 30 dias

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Em visita ao Iraque neste domingo (28), o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, disse que o Irã irá controlar totalmente o acesso ao Estreito de Ormuz devido aos novos ataques realizados pelos Estados Unidos contra o país, em violação ao acordo de paz. Araghchi disse ainda que tentativas de romper essa decisão prolongarão a situação de instabilidade na região. O ministro se pronunciou durante uma coletiva de imprensa, conforme noticiou a agência Tasnim. O fuso horário na região é de seis horas à frente de Brasília.

O ministro destacou também que a visita ao Iraque ocorre em um momento “sensível” e afirmou que esta é sua primeira viagem após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao país. Ele agradeceu a condenação feita pelo Iraque aos ataques promovidos contra o Irã e o “grande suporte” dado pelo governo iraquiano. O ministro das Relações Exteriores do Iraque, Fuad Hussein, reforçou que o apoio ao Irã será mantido.

Com o retorno dos bombardeios ao Irã, especialmente no sul do país, a República Islâmica realizou retaliações contra os Estados Unidos, atacando bases militares estadunidenses no Kuwait e no Bahrein.

Em postagem na rede social X, na noite de sábado (27), pelo horário de Teerã, a conta da Marinha iraniana afirmou que os bombardeios dos EUA não impedirão o controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz e prometeu novos ataques às bases estadunidenses na região nos próximos dias.

Já a conta do Departamento de Guerra dos Estados Unidos no X informou que voltou a atacar o Irã, na madrugada de domingo, como retaliação aos bombardeios contra suas bases militares.

Violação de acordo

Ainda no sábado (27), o governo iraniano divulgou um comunicado no qual condenava os ataques realizados pelos Estados Unidos na noite de sexta-feira (26).

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, os ataques atingiram instalações de vigilância costeira e representam uma violação da Carta da Organização das Nações Unidas (ONU) e do acordo firmado em 18 de junho.

Com base nesse descumprimento, de acordo com o governo iraniano, os ataques feitos pelo país ocorreram em legítima defesa. Além disso, o Irã pediu que os países da região não permitam o uso de seus territórios para ações militares e solicitou apoio ao Conselho de Segurança da ONU diante das violações ocorridas.





Com Informações: Brasil de Fato

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