O Ministério da Saúde realiza neste sábado (21) e domingo (22) um mutirão voltado exclusivamente a mulheres, com atendimentos previamente agendados. Segundo a pasta, centenas de hospitais públicos, privados e filantrópicos de todas as regiões do país abrirão para exames, cirurgias e procedimentos de diferentes especialidades programados com antecedência.
“Trata-se de uma união de esforços para a realização de todos os atendimentos previamente agendados”, informou o ministério em nota. De acordo com o Ministério da Saúde, nos dois dias serão ofertados exames para diagnóstico precoce de doenças, além de tomografias, ressonâncias magnéticas e ultrassonografias, usados para definição de condutas médicas.
Segundo o Ministério da Saúde, também foram agendadas cirurgias ginecológicas, como histerectomia, reconstrução mamária, retirada de tumor no útero e laqueadura. A programação inclui ainda cirurgias gerais, como catarata, tratamento cirúrgico de varizes e retirada de hérnia, de vesícula e de tumores na pele.
De acordo com o Ministério da Saúde, o público-alvo do mutirão inclui crianças, adolescentes, jovens, adultas e idosas que já estavam agendadas pelos gestores municipais de saúde, conforme critérios das centrais de regulação. O atendimento ocorrerá em unidades definidas em cada localidade, seguindo a organização das redes estaduais e municipais.
Segundo o Ministério da Saúde, participam da mobilização santas casas e outras instituições filantrópicas, seis hospitais federais, o Instituto Nacional de Cardiologia (INC), o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e 45 hospitais universitários federais distribuídos em 25 estados.
De acordo com a pasta, os locais também vão ofertar a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) 3,8 mil implantes de Implanon, conforme detalhado em https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-07/implante-contraceptivo-hormonal-sera-oferecido-no-sus. O método contraceptivo é subdérmico e tem duração de três anos.
Transporte gratuito
Ainda segundo o Ministério da Saúde, o mutirão vai ofertar transporte gratuito para que 36 mil pacientes que vivem em localidades mais distantes possam chegar a hospitais e clínicas onde os procedimentos ocorrerão. A medida prevê deslocamento para atendimentos já marcados, com distribuição operacionalizada por redes locais.
“Viabilizada por uma parceria firmada entre a pasta e o aplicativo de mobilidade urbana 99, a iniciativa conta com 73 mil vouchers de deslocamentos – ida e volta – no valor de até R$ 150”, informou o ministério. Com uso entre 20 e 23 de março, os cupons terão validade em 40 cidades, sendo 21 capitais.
Segundo a pasta, os vouchers serão distribuídos pelas secretarias de saúde locais. Cada paciente contemplada receberá um código de acesso exclusivo e um material com orientações para instalar o aplicativo da 99, ativar o cupom e utilizá-lo no deslocamento até a unidade de atendimento definida para o procedimento.
O Ministério da Saúde informou que organizou também transporte e hospedagem gratuitos nas Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casais) para mulheres indígenas que moram em locais de difícil acesso e longe dos centros urbanos. A medida, segundo a pasta, busca viabilizar o atendimento agendado em unidades de referência.
De acordo com o Ministério da Saúde, elas serão atendidas por hospitais universitários próximos aos territórios em Boa Vista, Brasília, Goiânia, Manaus, Belém, São Luís, Maceió, Macapá, Cuiabá, Araguaína (TO), Campo Grande (MS) e Dourados (MS). “Esses hospitais já ofertam atendimento à saúde indígena ao longo do ano, permitindo respostas mais rápidas e qualificadas às demandas de saúde, garantindo atendimento humanizado e resolutivo para essa população.”















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