O Projeto Morro do Chapéu avançou com a entrada em operação da Linha de Transmissão 500 kV Medeiros Neto II – João Neiva 2 C1, empreendimento que reforça a infraestrutura do Sistema Interligado Nacional (SIN) e amplia as condições para o escoamento de energia renovável gerada nas regiões Norte e Nordeste do país. A nova linha liga a subestação de Medeiros Neto II, no extremo sul da Bahia, à subestação João Neiva 2, no Espírito Santo.
Com 283 quilômetros de extensão e investimento de aproximadamente R$ 480 milhões, a obra marca a conclusão das instalações do Lote 2 do Leilão de Transmissão nº 1/2020. O conjunto foi planejado para ampliar o fluxo de potência do sistema de transmissão diante do crescimento da capacidade instalada de geração, principalmente de usinas eólicas e solares.
Além de aumentar a capacidade de transporte de energia, a nova estrutura também deve elevar a confiabilidade do fornecimento elétrico. Segundo as informações divulgadas, o projeto contribui para reduzir riscos de instabilidade de tensão e de rejeição de cargas no extremo sul da Bahia em situações de contingência no sistema.
O lote contempla a implantação de quatro linhas de transmissão, que somam 1.061 quilômetros, além da construção de uma nova subestação com capacidade adicional de 300 MVA e da instalação de um compensador síncrono. As obras estão distribuídas entre Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo e integram a carteira do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
O investimento total estimado para o conjunto de empreendimentos é de R$ 2 bilhões. A proposta é preparar o sistema de transmissão para acompanhar a expansão da matriz elétrica brasileira, especialmente em áreas com avanço da geração renovável.
No caso da Bahia, a entrada em operação da LT 500 kV Medeiros Neto II – João Neiva 2 C1 amplia a integração do estado à malha nacional de transmissão e reforça a segurança energética em uma região que tem ganhado importância no contexto da expansão da energia limpa no país.
Com a conclusão do empreendimento, o sistema passa a contar com uma nova estrutura de suporte ao transporte de energia em alta tensão, criando condições para maior estabilidade operacional e para o crescimento sustentável da oferta de eletricidade nos próximos anos.















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