Os preços dos combustíveis na Bahia voltaram a ser pressionados por novas alterações nas tabelas da Acelen, com vigência em 2 de abril. Nas bases baianas, a gasolina A passou a variar entre R$ 4,0899 e R$ 4,1744 por litro, sem tributos, enquanto o diesel S10 ficou entre R$ 6,1166 e R$ 6,2023 por litro. Já o diesel S500 permaneceu nos mesmos patamares da tabela anterior, entre R$ 5,8996 e R$ 5,9853 por litro nas vendas às distribuidoras.
Na prática, o novo movimento representou aumento de R$ 119,50 por metro cúbico, cerca de 12 centavos por litro, na gasolina A em todas as bases baianas da tabela comparável, além de alta de R$ 117 por metro cúbico, pouco menos de 12 centavos por litro, no diesel S10. No diesel S500, não houve variação em relação à tabela divulgada em 26 de março. Assim, depois da sequência de reajustes observada ao longo de março, a gasolina avançou cerca de 3% nesta nova atualização, enquanto o S10 subiu perto de 2%.
Com a nova tabela, a gasolina A ficou em R$ 4.139,90 por metro cúbico em Aratu, R$ 4.092,40 em Candeias, R$ 4.158,50 em Itabuna, R$ 4.174,40 em Jequié e R$ 4.089,90 em São Francisco do Conde. No diesel S10, os valores passaram para R$ 6.166,60 em Aratu, R$ 6.119,10 em Candeias, R$ 6.185,20 em Itabuna, R$ 6.202,30 em Jequié e R$ 6.116,60 em São Francisco do Conde. Já o diesel S500 seguiu em R$ 5.949,60 em Aratu, R$ 5.902,10 em Candeias, R$ 5.968,20 em Itabuna, R$ 5.985,30 em Jequié e R$ 5.899,60 em São Francisco do Conde.
O reajuste reforça a trajetória de alta observada desde o início de março e amplia a pressão sobre os preços praticados nos postos, sobretudo no caso da gasolina e do diesel, combustíveis com maior impacto sobre o custo de vida, o transporte de cargas e a atividade produtiva no estado.
Com a nova rodada de reajustes aplicada pela Acelen no início de abril, o cenário segue de preços elevados e ainda mais pressionado na Bahia. No caso da gasolina, os valores nas bases baianas deixaram de apenas se aproximar de R$ 4,00 e passaram a variar entre R$ 4,0899 e R$ 4,1744 por litro, sem tributos, o que amplia a alta acumulada desde o início de março para algo entre 60% e 64%, a depender da base considerada.
No diesel, a pressão permanece mais intensa: o S10 voltou a subir e passou a variar entre R$ 6,1166 e R$ 6,2023 por litro, ultrapassando a marca de R$ 6,20 em parte das bases e levando a alta acumulada no período para perto de 90%, enquanto o S500 permaneceu em patamar elevado, entre R$ 5,8996 e R$ 5,9853 por litro, sem nova variação nesta atualização.
Nesta semana, porém, não houve divulgação da pesquisa semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) por conta do feriado da Sexta-feira da Paixão. Com isso, o mercado ficou sem uma atualização oficial sobre o comportamento dos preços médios nas bombas logo após o novo reajuste.
Os dados mais recentes disponíveis da ANP continuam sendo os da semana de 22 a 28 de março. Naquele levantamento, o preço médio da gasolina comum na Bahia foi de R$ 7,43, com variação entre R$ 6,57 e R$ 7,99 nos 244 postos pesquisados em 26 municípios. O preço médio ponderado no estado ficou em R$ 7,50.
Na última pesquisa divulgada, Itabuna apareceu com o maior preço médio da gasolina no estado, de R$ 7,92, chegando a R$ 7,95 no posto mais caro pesquisado. O menor preço médio foi registrado em Paulo Afonso, com R$ 7,02, e o menor valor individual encontrado foi de R$ 6,87. Guanambi tinha média de R$ 7,30, Vitória da Conquista de R$ 7,68 e Salvador de R$ 7,29.
Os demais combustíveis também já vinham em patamar elevado no último levantamento da ANP. O diesel comum apresentava média estadual de R$ 8,13 por litro, com alta semanal de 3,7%, enquanto o diesel S10 estava em R$ 8,18, aumento de 3,5%. O etanol hidratado tinha média de R$ 5,45, a gasolina aditivada de R$ 7,58, o botijão de GLP de R$ 112,35 e o GNV de R$ 4,08. Sem a divulgação desta semana, esses seguem como os dados oficiais mais recentes sobre o varejo na Bahia.
O cenário baiano segue descolado da política de preços da Petrobras desde a privatização da Refinaria de Mataripe, em 2021. Sob controle da Acelen, a unidade opera com política comercial própria, o que tem resultado em reajustes mais frequentes e maior sensibilidade às oscilações do mercado internacional. Na reportagem anterior, o avanço recente também era associado à valorização do petróleo e às tensões geopolíticas externas, fatores que continuam pressionando a formação de preços.
Sem a pesquisa mais recente da ANP, ainda não é possível medir oficialmente o tamanho do repasse do reajuste de 2 de abril ao consumidor final. Ainda assim, os novos valores nas distribuidoras indicam manutenção da pressão sobre os preços nos postos da Bahia nos próximos dias, especialmente na gasolina e no diesel S10.















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