O governo de Gana criticou o Canadá após o visto do jogador Thomas Partey ter sido negado pelas autoridades canadenses. Ele seria escalado para atuar na partida contra o Panamá, na próxima quarta-feira (17), no Estádio de Toronto, na cidade de Toronto, no Canadá. O jogo faz parte da primeira rodada do Grupo L.
Esta será a única partida de Gana durante a primeira fase no território canadense. As demais rodadas serão nos Estados Unidos e, por isso, o país decidiu usar a cidade de Boston como base. O governo estadunidense permitiu a entrada do atleta.
Partey tem 32 anos e atua pelo futebol inglês. Ele enfrenta acusações de estupro no Reino Unido. O julgamento dele será no próximo ano. O atleta é acusado de estupro e assédio sexual por quatro mulheres. Os crimes teriam ocorrido entre 2020 e 2022, quando ele atuava por outro clube, o Arsenal, também da Inglaterra. Partey nega as acusações.
O ministério das Relações Exteriores de Gana enviou um documento ao governo do Canadá solicitando a revisão da decisão e afirmou que, embora respeite as previsões legais do país, considera a decisão frágil do ponto de vista jurídico.
“Embora respeite o direito soberano do Canadá de aplicar suas leis de imigração, o Gana considera que a utilização de acusações não comprovadas, na ausência de uma decisão judicial, levanta questões fundamentais de justiça e proporcionalidade.”
Na sexta-feira(12), o Canadá informou, por meio de um porta-voz do ministério da Imigração, Refugiados e Cidadania que o país tem reiterado que a realização de grandes eventos não altera a aplicação das legislações nacionais. A FIFA, por sua vez, afirmou que não está responsável pelas políticas imigratórias de cada país.
Política de Imigração
O caso abre mais uma tensão em torno das regras de imigração dos países-sede desta edição da Copa do Mundo. No início da semana, às vésperas do início do torneio, os EUA negaram o visto do árbitro da Somáia Omar Artan.
Ele foi acusado pelas autoridades estadunidenses de supostamente estar envolvido com organizações terroristas e, por isso, representaria uma ameaça a segurança nacional. Omar seria o primeiro juiz da Somália a apitar uma partida de Copa do Mundo.













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