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Cuba reage à decisão de Abelardo de la Espriella de romper relações com a ilha: ‘Clara subordinação’ aos EUA

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O governo de Cuba criticou a decisão do presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, de romper relações diplomáticas com a ilha. Em comunicado divulgado na última terça-feira (28), o Ministério de Relações Exteriores cubano chamou a decisão de “clara subordinação” à “política de divisão e confronto” dos Estados Unidos.

“Caso essa decisão se concretize, sem a menor justificativa e sem atender aos interesses nacionais colombianos, ficará evidente a clara subordinação do próximo governo da Colômbia à política de divisão e confrontação entre nossas nações, promovida desde sempre pelos Estados Unidos, bem como suas conexões com os setores mais infames e vulgares da política anticubana naquele país”, avaliou a pasta.

Nesta semana, o futuro mandatário, que vai assumir o poder no próximo dia 7, confirmou que a Colômbia deverá romper relações não apenas com Havana, mas também com a Nicarágua. Além disso, De la Espriella anunciou o fechamento de diversos postos de representação diplomática, alegando a necessidade de redução de custos. Por outro lado, segundo o próximo presidente, o país vai reabrir a embaixada colombiana em Israel, que deverá funcionar em Jerusalém.

A ruptura de relações diplomáticas com Cuba é simbólica por expressar o trato que o governo De la Espriella dará às relações com as organizações criminosas do país. Em 2016, Havana foi sede das negociações entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que levaram ao acordo de paz vigente.

De la Espriella vem defendendo uma linha dura contra grupos armados, prometendo acabar com o plano de “Paz Total” do governo Gustavo Petro. Como sustentáculo da plataforma do futuro presidente colombiano está o papel dos Estados Unidos: a inspiração para o combate aos grupos criminosos está calcada na Estratégia de Segurança Nacional do governo Donald Trump, divulgada no final de 2025.�

Além disso, Washington tem dado forma à iniciativa por meio da criação do Escudo das Américas, uma coalizão de países que já inclui países como Argentina, El Salvador, Chile e Equador, governados por figuras ideologicamente próximas a Trump. De la Espriella já disse que deseja que a Colômbia faça parte do grupo.

Ao comentar a ruptura de relações diplomáticas com Cuba, o ministério cubano afirmou que “nada poderia estar mais distante do ideal de unidade latino-americana e caribenha defendido pelos heróis nacionais de ambos os países e ao qual os povos da região têm dedicado tanto empenho e sacrifício”.�

“Cuba sabe que essa ação hostil e infundada não representa o sentimento do irmão povo colombiano, a quem temos apoiado incansavelmente durante décadas na busca pela paz, por meio de uma solução política negociada para seu conflito armado interno”, afirmou o governo cubano. “A fraternidade entre ambos os povos e nações prevalecerá sobre qualquer tentativa de enfraquecê-la”, concluiu.





Com Informações: Brasil de Fato

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