Nas eleições deste ano, Júnior Betão (PL-AC) foi o deputado federal eleito com menor número de votos: 13.732. O candidato assumirá em 2027 uma das 513 cadeiras da Câmara dos Deputados, deixando de fora postulantes que receberam mais votos do que ele no estado, caso de Ney Amorim (MDB-AC), que teve 22.775. Isso ocorre por conta do sistema proporcional, adotado no Brasil para eleger deputados federais e estaduais.
Diferente de cargos majoritários, como presidente ou senador, em que ganha quem recebe mais votos individualmente, o objetivo no sistema proporcional é garantir que diferentes grupos e correntes partidárias estejam representados naCâmara de acordo com o tamanho do seu eleitorado. Dentre os dez parlamentares escolhidos com menor número de votos, cinco são de Roraima, três do Amapá e dois do Acre.
Neste sistema, os candidatos precisam atingir índices definidos pelo que se conhece como quociente eleitoral e quociente partidário. O primeiro é definido pela soma do número de votos válidos dividida pelo número de cadeiras do Congresso destinadas a cada estado. Para ser considerado válido, o voto precisa ter sido direcionado ao candidato ou a uma legenda, excluindo votos em branco e nulos.
Assim os votos são contabilizados para o partido e não para um nome individualmente, e então as cadeiras disponibilizadas passam a ser preenchidas pelos candidatos mais votados dentro do partido. É por isso que um candidato muito votado pode ficar de fora enquanto outro com menos votos acaba eleito.
Veja a lista dos dez deputados eleitos com menos votos:
- Júnior Betão (PL-AC) 13.732 votos
- Defensor Stélio Dener (União-RR) 14.972 votos
- Dra. Erica (Podemos-AP) 15.358 votos�
- Joner Chagas (Republicanos-AP) 15.713 votos
- Zé Haroldo Cathedral (União-RR) 15.796 votos
- Perpétua Almeida (PCdoB-AC) 15.800 votos
- Duda Ramos (Pode-RR) 16.111 votos
- Daniel Trindade (PL-RR) 16.673 votos
- Professora Marcivânia (União-AP) 17.913 votos
- Dorinaldo Malafaia (PDT-AP) 19.382 votos
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