Ricardo Alban, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), defendeu a necessidade de apoio imediato aos setores industriais brasileiros afetados pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. A declaração ocorreu após a confirmação, pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos), de uma nova sobretaxa contra o Brasil por beneficiamento comercial de produtos ligados ao trabalho forçado.
Alban afirmou que a resposta ao impacto das tarifas deve ser tratada como uma questão emergencial. “Isso é emergencial”, declarou, ao citar instituições como APEX, SEBRAE, BNDES, SESI e SENAI como possíveis instrumentos de apoio imediato às empresas afetadas.
Sétima missão da política industrial
Além das medidas de curto prazo, Alban defendeu que a situação seja incorporada à política industrial brasileira por meio da criação de uma sétima missão voltada para as cadeias produtivas internacionais.
Segundo ele, a proposta já está sendo bem recebida e prevê a constituição de um grupo de trabalho que reunirá a CNI, as principais federações industriais afetadas e atores públicos coordenados pelo Ministério.
“Nós vamos ter a ideia de um Brasil mais exportador, com um programa alternativo”, afirmou.
Acúmulo de tarifas preocupa setor
Questionado sobre o impacto das novas tarifas sobre bens manufaturados, Alban foi categórico ao apontar os riscos.
Ele explicou que, com a alíquota de 25% já em vigor, o Brasil perdeu competitividade, e que a soma matemática com a nova tarifa poderia chegar a 32,5%, criando, segundo ele, “uma falta de competitividade total”.
O efeito seria ainda mais crítico para produtos manufaturados e semi-elaborados, incluindo operações intercompanhias com empresas norte-americanas.
Alban também se disse “extremamente satisfeito” com a afirmação de ministros de que o Brasil continuará negociando com os Estados Unidos. Para ele, a negociação é “a opção número um que existe nesse momento”.













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