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Diretor de conjunto penal na Bahia é suspeito de matar namorada em hotel de Aracaju

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O diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, Tiago Sóstenes Miranda de Matos, é suspeito de matar a namorada, Flávia Barros dos Santos, de 38 anos, dentro de um hotel em Aracaju, capital de Sergipe, na manhã de domingo, 22 de março. Após o crime, ele ficou ferido e foi socorrido para o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), onde permanecia internado em estado grave.

De acordo com informações das polícias de Sergipe e de relatos reunidos por veículos de imprensa, o caso ocorreu no bairro Atalaia, após a Polícia Militar ser acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) para atender a uma ocorrência de disparos de arma de fogo em um quarto de hotel.

Flávia Barros era empresária, estudante de Direito e morava em Paulo Afonso, no norte da Bahia. Segundo pessoas próximas, ela havia completado 38 anos há cerca de uma semana. O casal teria viajado junto para Aracaju, onde participou de um show do cantor Rey Vaqueiro na noite de sábado, 21 de março.

Ainda não há informações oficiais sobre a motivação do crime. A investigação está sob responsabilidade da Polícia Civil de Sergipe, com atuação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Criminalística e do Instituto Médico Legal (IML).

Segundo relatos de amigas da vítima, o relacionamento entre os dois começou em novembro do ano passado, mas o pedido de namoro teria sido feito no último dia 15 de março, data do aniversário de Flávia.

Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap) informou que acompanha o caso por meio da Corregedoria e que fez contato imediato com as autoridades sergipanas. A pasta também informou ter deslocado representantes da Superintendência de Gestão Prisional e da Coordenação de Monitoramento e Avaliação do Sistema Prisional para acompanhar a ocorrência.

A Seap afirmou ainda que Tiago Sóstenes é policial penal, bacharel em Direito, não responde a processo administrativo disciplinar e possuía histórico funcional considerado regular, sem registros de condutas incompatíveis com o cargo ou indicativos de instabilidade pessoal ou emocional.

No comunicado, a secretaria lamentou o caso, se solidarizou com os familiares de Flávia e reforçou que repudia qualquer tipo de violência contra a mulher.

O corpo de Flávia começou a ser velado na noite de domingo no Ginásio Esportivo Diamante Negro, em Canindé de São Francisco, município sergipano onde vivem familiares da vítima. O sepultamento foi previsto para a tarde desta segunda-feira, 23 de março, em um cemitério da cidade.

O caso foi um dos dois registros de feminicídio contabilizados em Sergipe no mesmo domingo, segundo informações divulgadas pelas autoridades locais.



Com informações do Agência Sertão

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