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De la Espriella dá prazo de um mês para grupos armados ‘se submeterem’ à Justiça colombiana

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O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, deu o prazo de “um mês” para que os grupos armados se submetam à Justiça e afirmou que não fará “concessões inaceitáveis”.

“A todos os grupos ilegais: vocês têm um mês para organizar sua submissão ao Estado de Direito. No meu governo, não haverá ofertas generosas nem concessões inaceitáveis ​​como as que vocês receberam no regime que está chegando ao fim”, declarou o candidato de extrema direita nesta quinta-feira (25), após o término oficial da apuração que confirmou sua vitória no segundo turno realizado no domingo.

De la Espriella, que se autodenomina “O Tigre”, fez uma campanha voltada para as questões da segurança, com duras críticas à esquerda e à política de paz do seu antecessor, Gustavo Petro. O advogado milionário toma posse em 7 de agosto e disse que irá suspender qualquer diálogo em andamento atualmente com o governo Petro, o primeiro governante de esquerda da história do país.

Sem experiência política anterior, ele comandará um país profundamente dividido. Ele afirma que o país será regido pelo “império da lei”. Apesar de manter um discurso antissistema, contou com o apoio das forças tradicionais da direita. Diz que manterá uma cooperação sem precedentes com os Estados Unidos e Israel, ao lado dos quais pretende derrotar o narcotráfico.

“Trata-se de uma vitória épica porque foi a vitória do povo contra os partidos, contra a velha política e contra o establishment. Não vou decepcioná-los”, afirmou.

Difícil paz

O atual presidente, Gustavo Petro, apostou em um projeto de “paz total” desde o início do seu governo. No entanto, assassinatos de lideranças sociais, indígenas, camponesas e de ex-combatentes guerrilheiros seguiram acontecendo.

Segundo a Corporación Excelencia en la Justicia, a taxa de homicídios no país é de 25,9 a cada 100 mil habitantes. Os dados têm se mantido estáveis nos últimos dez anos, mas o problema cresce diante do número de sequestros: eram 223 em 2023, mas saltaram para 651 em 2025.

Além disso, o país também tem altos níveis de assassinatos contra lideranças sociais e membros de movimentos populares. Segundo dados do Instituto de Estudios para el Desarrollo y la Paz (Indepaz), foram 1.891 assassinatos de líderes, mulheres líderes e defensores dos direitos humanos, entre 2016 e 2025.

Em fevereiro de 2025, o líder do Exército de Libertação Nacional (ELN), Antonio Garcia, acusou, em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, o governo de Petro de sabotar a paz e ceder à direita.

“Petro conseguiu governabilidade a partir de alianças com setores políticos tradicionais, que impediram as mudanças. Por outro lado, está muito inclinado a se aliar com os partidos do poder para conciliar e, quando não cumprem, recorre ao apoio popular. Nunca deixou claro qual era a rota para construir as mudanças. Esse é um dilema de todos os governos progressistas, que não se atrevem a romper com a ordem dominante”, disse.





Com Informações: Brasil de Fato

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