Uma propriedade rural com cerca de 80 mil hectares localizada no Vale de Calingasta, na província de San Juan, na Argentina, passou por uma mudança de finalidade no fim do século 20.
A antiga Estância El Leoncito, conhecida no passado pela criação de animais e pela fabricação de alimentos, deu lugar a uma área protegida voltada à preservação ambiental e à pesquisa científica.
A estrutura produtiva e a vida na estância
Durante décadas, a estância funcionou como um polo de atividades agropecuárias no oeste argentino. No local, dezenas de trabalhadores permanentes residiam com suas famílias e mantinham o cultivo de hortaliças, a criação de gado e a fabricação de queijos e doces artesanais.
As operações agrícolas e de processamento de derivados do leite no território continuaram ativas até as últimas décadas do século passado, sustentando a comunidade local e abastecendo a região.
Criação do Parque Nacional El Leoncito
O processo de transição do território começou no fim do século 20. Em 1994, o governo argentino incorporou a área ao sistema de proteção ambiental com a criação da Reserva Natural Estrita El Leoncito. No ano de 2002, a área foi convertida oficialmente no Parque Nacional El Leoncito.
A unidade de conservação ocupa 89.706 hectares e resguarda ecossistemas das regiões dos Altos Andes, da Puna e do Monte de Serras e Bolsões. Apesar do foco na conservação, o parque preserva marcas da ocupação humana original, como antigas edificações rurais, canais de irrigação e um pomar de macieiras mantido no terreno.
Céu aberto e observação astronômica
Além da biodiversidade e do patrimônio histórico, a localização destaca-se pelas condições atmosféricas. Com mais de 300 noites de céu limpo por ano, o local reuniu condições propícias para a astronomia, abrigando dois observatórios astronômicos de relevância científica.
Atualmente, o espaço concilia a preservação da fauna e flora andina, o resgate da memória produtiva da antiga estância e a realização de estudos astronômicos.
Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN Brasil.













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