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Cristãos se manifestam nas ruas do Recife, nesta segunda (7), em defesa da soberania e das vidas das mulheres

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Na manhã desta segunda-feira (7), dia da independência do Brasil, enquanto parte das celebrações estatais focam nas marchas militares, movimentos populares, sindicais e religiosos se unem no Grito dos Excluídos. A manifestação aproveita a data nacional para denunciar que a nação brasileira ainda não permite independência e autonomia para seus cidadãos, não garantindo integralmente direitos básicos como moradia, trabalho, saúde e educação. No Recife, o ato se concentra a partir das 9 horas, no parque Treze de Maio, área central da capital.

Com o tradicional mote “a vida em primeiro lugar”, o Grito adotou como lema deste seu 32º ano a “defesa da terra, paz e da moradia, erguemos a voz: Mulheres vivas e soberania!”. A escolha faz evidente alusão ao aumento dos índices de feminicídio e violência contra as mulheres no Brasil, além pedir que o Estado brasileiro mantenha uma posição altiva frente às ameaças realizadas pelos Estados Unidos nos últimos meses. O horizonte defendido pelos organizadores do Grito é um país justo, plural, solidário e fraterno, que garanta vida digna a todas e todos os seus cidadãos.

Manifestante no Grito dos Excluídos do Recife em 2024 | Crédito: Vinícius Sobreira / Brasil de Fato

A organização pede que, quem puder, ajude financeiramente a realizar o ato, com contribuições voluntárias através da chave Pix [email protected]. Os organizadores também estão vendendo camisas alusivas ao Grito por R$ 35.

Após a concentração no parque Treze de Maio, os manifestantes devem sair em caminhada pelas ruas do centro do Recife. O trajeto do ato político não foi divulgado, mas normalmente a caminhada se encerra no pátio da Igreja do Carmo, na avenida Dantas Barreto. Participam da organização sindicatos, movimentos populares, pastorais religiosas e lideranças católicas identificadas com as bandeiras da igualdade e da fraternidade. Ao longo de seis meses, de março a agosto, os organizadores do Grito se reúnem quinzenalmente na sede do Movimento dos Trabalhadores Cristãos (MTC), no bairro da Boa Vista. Os encontros são abertos a quem quiser participar.

Durante o Grito dos Excluídos no Recife, um grupo representou as mães palestinas em luto por suas crianças e familiares | Crédito: Vinícius Sobreira / Brasil de Fato





Com Informações: Brasil de Fato

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