Últimas notícias

Conselho de Paz pode ser mecanismo de Trump para apagar ONU, diz professora

36


A proposta de Donald Trump para a criação de um Conselho de Paz pode representar mais uma tentativa de enfraquecer organizações internacionais, especialmente a ONU (Organização das Nações Unidas), segundo avaliação da professora Carolina Pavese, especialista em Relações Internacionais do Instituto Mauá, em entrevista ao WW.

“É importante olhar com muita cautela qualquer proposta que o Trump faça, justamente porque há uma estratégia clara e uma política muito orientada para minar acordos de cooperação”, afirmou Pavese.

A especialista chamou atenção para o fato de Trump já ter demonstrado resistência à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), aliança mais fidedigna dos EUA desde 1949.

Investimento bilionário e controle estratégico

Um ponto que levanta suspeitas na proposta é o anúncio de uma contribuição financeira de US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5,7 bilhões) para o projeto. Segundo Pavese, este investimento poderia ser parte de uma estratégia maior para assumir controle sobre mecanismos internacionais de paz.

“Isso pode ser mais um mecanismo de controle de Trump para tentar apagar a ONU e desmantelar essa ordem multilateral vigente, as organizações e instituições que ainda são sólidas”, explicou a professora, ressaltando que, embora essas instituições estejam enfrentando uma crise de credibilidade e de ação, ainda representam importantes pilares da ordem global.

Para a especialista, a proposta pode configurar uma “armadilha” no cenário internacional, especialmente para líderes que defendem o multilateralismo, como é o caso do Brasil. “É importante ter cuidado”, concluiu.



Fonte: CNN Brasil, todos os direitos reservados

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Equipe da Agência Brasil vence Seleção Petrobras de Jornalismo

O repórter Rafael Cardoso e a fotógrafa Tânia Rêgo estão entre os...

María Corina Machado, o retorno: novos riscos à estabilidade política na Venezuela

A dirigente da extrema direita venezuelana María Corina Machado regressou ao país...

Master e Ueno são ‘grupos privados que usam estrutura política para lucrar em cima do país’, diz analista internacional

A renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, nesta quinta-feira (5), em...

Relembre como foi a estreia de Bortoleto diante da torcida brasileira na F1

Gabriel Bortoleto estreou na Fórmula 1 em 2025 e teve um primeiro...