O Conselho da Paz liderado pelos Estados Unidos de Donald Trump, que prevê supervisionar a transição e a reconstrução da Faixa de Gaza após um eventual cenário pós-guerra, informou, na segunda-feira (3), que a retirada das tropas israelenses no território palestino apenas deverá ocorrer após o desarmamento completo do Hamas.
O roteiro, que faz parte da segunda fase do acordo de cessar-fogo, foi aprovado na semana passada inclusive pelo Hamas. No entanto, ele foi alterado após o diretor do Conselho, Nikolay Mladenov, o conselheiro sênior Aryeh Lightstone e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se reunirem em Jerusalém para discutir o assunto. O encontro também ocorreu enquanto políticos israelenses de extrema direita criticavam o documento anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificando-o como um “marco histórico”.
De acordo com a equipe de Mladenov, tratou-se de uma conversa “construtiva e detalhada”. “Contrariando os relatos imprecisos, observamos que a retirada das Forças de Defesa de Israel além da Linha Amarela ocorrerá apenas uma vez que a desativação [do Hamas] estiver completa, conforme o Hamas se comprometeu com os mediadores”, afirmou o diretor. “Isso se aplica tanto a armas leves e pesadas quanto aos túneis.”
A “Linha Amarela” é o termo usado para se referir à linha de demarcação atrás da qual as forças israelenses continuam a se basear em Gaza.
Conforme o jornal Times of Israel, após a reunião, o Conselho da Paz “pareceu mudar suas condições para que as Forças de Defesa de Israel se retirassem de Gaza”. Segundo o veículo, a proposta inicial “esperava que Israel recuasse para a Linha Amarela sob os termos de um acordo para desarmar o Hamas”.
“O objetivo é claro e não está em questão: o descomissionamento completo das armas na Faixa de Gaza e a transição do governo por armas para a governança civil”, acrescentou Mladenov.
Por sua vez, o Hamas defende que o acordo não será implementado a menos que Israel cumpra sua parte do acordo.
Durante as negociações na segunda-feira, Mladenov pediu a Netanyahu que suspendesse os ataques à Faixa de Gaza, de acordo com fontes consultadas pela agência de notícias AP. Contudo, o regime sionista tem se recusado a cumprir a trégua, violando quase diariamente o tratado de paz selado em outubro de 2025. Desde então, Tel Aviv já matou mais de 1.200 palestinos, incluindo mais de 36 após o anúncio do acordo de desarmamento.













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