Últimas notícias

Concurso Nacional Unificado deve ter provas a cada dois anos

21


Com 3,6 mil vagas disponíveis para órgãos e entidades do Governo Federal em todo o país, a segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) está com inscrições abertas até o dia 20 de julho. De acordo com a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, o objetivo é tornar o concurso uma política permanente, com provas a cada dois anos.

“A nossa ideia é que a gente possa deixar tudo pronto para que essa política se torne uma política permanente, nessa lógica que eu acho que toda política permanente deve ter, como é o Enem. Faz a primeira edição, aperfeiçoa para a próxima, até o momento que fica tão tranquilo, que você entra em um certo voo de cruzeiro. A gente está trabalhando com essa lógica”, afirmou Esther Dweck.

A ministra falou sobre o CPNU durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministra, transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Ela destacou que a realização do concurso em 2025 se deve ao fato de 2026 ser um ano eleitoral, o que impõe mais restrições nessa área. A expectativa é que a partir de 2027 o concurso volte a ocorrer regularmente.

Inclusão e diversidade

Em menos de 24 horas após o lançamento, o CPNU já contabilizava mais de 100 mil candidaturas distribuídas entre todos os blocos temáticos. As provas serão aplicadas em 228 cidades, abrangendo todas as unidades federativas, no dia 5 de outubro, com estrutura diferenciada conforme o nível de escolaridade.

A ministra ressaltou o objetivo do concurso de promover um melhor serviço público à população, levando em conta a diversidade do país. “O concurso é uma política pública no sentido de maior inclusão, para que a gente tenha um serviço para o povo com a cara do Brasil, mas o objetivo é trazer pessoas muito engajadas e que estejam dispostas a servir a população”, afirmou.

“É para isso que a gente está aqui, garantir que a gente faça um serviço público que tenha como objetivo principal o desenvolvimento socioeconômico, com justiça social, preservando o meio ambiente e diminuindo as desigualdades no Brasil”, completou Esther Dweck.

Responsabilidade fiscal

A ministra informou que entre 2010 e 2023, mais de 240 mil servidores do Executivo Federal encerraram suas carreiras no setor público. Além disso, a previsão é que nos próximos 10 anos, outras 180 mil pessoas se aposentem do serviço público federal. Segundo Esther Dweck, o objetivo é manter um serviço à população de qualidade, mas levando em conta a responsabilidade com as contas públicas.

Ela destacou a necessidade de repor as saídas anteriores, mas também mencionou que a digitalização reduz a necessidade de servidores, embora ainda seja necessário contratar. “Mesmo assim, fazendo tudo isso, a gente vai manter o gasto com o pessoal totalmente estável em relação à nossa economia, em relação ao PIB. Então, foi totalmente de forma responsável fiscalmente, mas a gente não pode perder a responsabilidade social, que é de prestar o serviço à população”, explicou.

Assista à íntegra do Programa Bom Dia, Ministra



Com informações do Agência Sertão

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Pesquisadores defendem caminhos para gestão pública antirracista

Um grupo de sete pesquisadores lança nesta sexta-feira (24), em São Paulo, o livro...

Suspeitos são baleados por PM após tentativa de roubo na zona Sul de SP

Dois homens foram baleados por um policial militar após uma tentativa de...

Além de Centro de Umbanda, suásticas foram pichadas em outros locais em Guanambi

Além do Centro de Umbada alvo de vandalismo e apologia ao nazismo...

Confira a previsão do tempo em Barreiras hoje, 24 de abril de 2026

Barreiras, na Bahia, deve enfrentar dias de céu nublado e potencial para...