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Conab anunciou números finais da safra 24/25

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O Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, participaram do anúncio do 12º Levantamento da Safra de Grãos 2024/2025 realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A cerimônia ocorreu na sede da Conab, em Brasília, nesta quinta-feira, 11 de setembro, com a presença do presidente da Companhia, Edegar Pretto e do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Texeira. O último levantamento demostra que a safra se encerrou com 350,2 milhões de toneladas, um novo recorde na série histórica.

O vice-presidente Alckmin evidenciou que o recorde é resultado de competência, tecnologia e política pública. “Então a gente fica muito feliz e destaca o papel da Conab, uma política essencial para a gente possa preços mais estáveis e garantir segurança alimentar”, ressaltou.

Segundo a Conab, houve uma alta de 16,3% em relação à safra 23/24, um incremento de 49,1 milhões de toneladas, sendo que milho, soja, arroz e algodão representam juntos cerca de 47 milhões de toneladas.

O ministro Carlos Fávaro destacou na ocasião que os números são consequências de planejamentos e estratégias. “Como disse o presidente Lula, 2025 começa o ano da colheita. E que boa redundância é essa: falar em colheita farta”, afirmou.

Fávaro acrescentou que, somando-se aos grãos, a produção agropecuária brasileira em 2024/2025 ultrapassa 1,2 bilhão de toneladas.

“Não se trata apenas dos 350 milhões de toneladas de grãos. Temos ainda cerca de 650 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 70 milhões de toneladas de proteínas animais, 70 milhões de toneladas de frutas, além de celulose e outros produtos. Tudo isso sai do campo, abastece a mesa dos brasileiros e também chega às mesas de consumidores em todo o mundo, graças à competência dos homens e mulheres do agro brasileiro”, concluiu.

Segundo o Levantamento, a produção de arroz alcançou 12,8 milhões de toneladas, crescimento expressivo de 20,6% em relação 23/24 e a 4ª maior já registrada. O aumento reflete a expansão de 9,8% na área semeada e as condições climáticas favoráveis, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor.

O crescimento na atual safra em relação ao ciclo 2023/24 é atribuído à expansão de 1,9 milhão de hectares na área cultivada, saindo de 79,9 milhões de hectares para 81,7 milhões de hectares em 2024/25, bem como às condições climáticas favoráveis, sobretudo no Centro-Oeste, com destaque para o Mato Grosso, o que influenciou a recuperação na produtividade média nacional das lavouras em 13,7%, sendo estimada em 4.284 quilos por hectare no atual ciclo.

O presidente da Companhia, Edegar Pretto, ressaltou que houve três recordes dentro da produção de safra. “Além dessa grande safra, que é a maior de toda a história, nós temos a maior safra de soja, 171.47 milhões de toneladas, é que 13.3% a mais da safra do ano passado. Recorde na produção de milho, 139.47 milhões de toneladas, um aumento extraordinário, de mais de 20%. Maior safra de algodão em pluma, 4.06 milhões de toneladas, 9.6 7% a mais da safra do ano passado”, apresentou.

Dentre as culturas de inverno, destaque para o trigo. Com a semeadura concluída em todo o país, a área destinada para o grão apresentou redução de 19,9% em relação à safra passada, totalizando 2,4 milhões de hectares neste ciclo. Já a produtividade tende a apresentar uma recuperação, saindo de 2.579 quilos por hectare em 2024 para 3.077 kg/ha neste ano. Ainda assim, a produção está estimada em 7,5 milhões de toneladas nesta safra, redução de 4,5% em comparação com a temporada passada.

Mapeamento e produtividade da soja

Como parte do aprimoramento contínuo das estimativas, a Conab divulga a revisão das produtividades das safras de soja 2021/22, 2022/23 e 2023/24 e ajustes na safra 2024/25 a partir da adoção de uma metodologia baseada na integração de sensoriamento remoto e informações de campo, além de ajustes na área cultivada, após realização de mapeamento da cultura.

O objetivo é aprimorar a qualidade e a coerência espacial das estimativas, incorporando de forma sistemática sinais observados por satélite que refletem o vigor vegetativo da cultura, ao mesmo tempo em que se preserva o conhecimento de campo e a experiência acumulada pelos informantes e técnicos da companhia.

A Companhia também alterou o estoque inicial para a soja na atual safra para 4,32 milhões de toneladas. A produção recorde da oleaginosa permite o aumento nas exportações do grão, com a expectativa de serem comercializadas no mercado internacional 106,25 milhões de toneladas de soja da safra 2024/25, e o incremento no consumo interno, sendo estimadas 57 milhões de toneladas do produto destinadas ao processamento no mercado doméstico.

Ainda assim, é esperada uma recuperação nos estoques de passagem de soja, estimado em 9,3 milhões de toneladas ao final deste ciclo.

Outras informações sobre o cultivo e as condições de mercado sobre as principais cul



Com informações do Agência Sertão

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