A comissão encarregada de analisar o pedido de abertura do processo de impeachment do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, foi oficialmente instalada na Câmara Municipal nesta quinta-feira (29) e já definiu sua próxima etapa de trabalhos. O colegiado voltará a se reunir no dia 3 de novembro, às 11h, ocasião em que será realizada a apresentação do relatório preliminar sobre o caso.
O pedido se baseia em acusações graves relacionadas ao período das eleições. A denúncia apresentada pela vereadora Amanda Paschoal (Psol) aponta o descumprimento de uma determinação da Justiça Eleitoral que exigia a circulação de 100% da frota de ônibus no 2º turno do pleito. A redução ilegal da frota provocou longas esperas nos pontos de ônibus e prejudicou o deslocamento de eleitores até os locais de votação. O PT chegou a pedir a prisão do secretário de Transportes por conta do ocorrido.
“Não dá para passar em branco o que aconteceu em relação ao impedimento. Não estamos falando de quem ia votar no candidato A ou candidato B, estamos falando em quem quisesse votar”, destacou o vereador Hélio Rodrigues (PT), membro da comissão que analisará o caso. “Nós queremos descobrir se houve crime e, se realmente houve, nós queremos o impeachment do prefeito, sim.”
Além das falhas no transporte público, o processo engloba denúncias de assédio eleitoral cometido contra servidores comissionados da Prefeitura.
A comissão que avaliará o andamento do processo de impeachment é formada por Hélio Rodrigues (PT), Luana Alves (Psol), Major Palumbo (PP), Kenji Ito (Podemos), Sandra Santana (MDB), Sandra Tadeu (PL) e Rubinho Nunes (Missão), que foi escolhido para presidi-la.













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