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Campanhas de Flávio e Lula vão a campo por posição do centrão nas eleições

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As campanhas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificaram suas articulações sobre a posição da Federação União Progressista e do Republicanos nas eleições de 2026 – enquanto o período de convenções partidárias avançam.

Somente nos últimos dias, Flávio encontrou pessoalmente o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), e aliados contataram o cacique do Republicanos, Marcos Pereira (SP). Lula recebeu o líder do PP na Câmara, Doutor Luizinho (RJ), e seus emissários contaram com o presidente da Casa, Hugo Motta (PB), para acessar a cúpula do Republicanos.

Flávio e o PL seguem isolados e ainda tentam atrair os partidos para uma coligação, enquanto Lula e o PT (Partido dos Trabalhadores) foram a campo com a missão de garantir que as legendas permaneçam neutras na eleição presidencial e liberem seus diretórios estaduais para definirem quem apoiam.

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Dirigentes partidários do Centrão afirmam nos bastidores que, além de impasses na negociação de palanques estaduais, as recorrentes turbulências na campanha de Flávio envolvendo o caso do Banco Master afastam a possibilidade de apoio.

Nogueira já avisou Flávio de que a Federação União Progressista ficará neutra no pleito e a aliança está praticamente descartada. A esperança da campanha do senador é atrair o Republicanos – cuja cúpula sinaliza ainda avaliar a possibilidade junto a seus diretórios estaduais.

Entre os impasses para uma aliança entre PL (Partido Liberal) e Republicanos está a negociação de candidaturas aos governos estaduais de Mato Grosso e Roraima, segundo apuração da CNN Brasil.

No Mato Grosso, o Republicanos lançou o atual governador Otaviano Pivetta para seguir à frente do estado e pede o apoio do PL – que insiste na pré-candidatura de Wellington Fagundes. A legenda de Marcos Pereira também planeja seguir no comando de Roraima e demanda que Flávio ceda a uma composição.

Um mapeamento interno feito por uma ala do Republicanos apontou que 80% do partido defende que não haja apoio a nenhum candidato à Presidência. A legenda agendou sua convenção para a véspera do prazo final, em 4 de agosto.

Tempo de TV

O senador insiste pelo Republicanos também em uma tentativa de reverter o cenário em que Lula teria mais tempo de propaganda na TV e no rádio. No cenário atual, Flávio e o PL estariam isolados na disputa presidencial, enquanto Lula e a Federação PT/PV/PC do B contarão com o apoio da Federação PSOL/Rede, do PSB e do PDT.

Segundo estimativa da CNN Brasil com base nas bancadas parlamentares e regras da Justiça Eleitoral, Lula teria 24% a mais de tempo do que Flávio para as propagandas. O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e o empresário Augusto Cury (Avante) também teriam espaço.

A propaganda eleitoral acontece em dois formatos: blocos fixos e inserções pontuais. Os candidatos à presidência dividem dois blocos fixos de 12 minutos e 30 segundos às terças, quintas e sábados, tanto na TV quanto no rádio; também repartem 14 minutos diários para “pílulas” de 30 a 60 segundos.

Confira abaixo o tempo de TV e rádio para cada candidato nos blocos fixos:

  • Luiz Inácio Lula da Silva: 5 minutos e 28 segundos
  • Flávio Bolsonaro: 4 minutos e 24 segundos
  • Ronaldo Caiado: 2 minutos e 3 segundos
  • Augusto Cury: 36 segundos

A propaganda de TV e rádio é dividida da seguinte maneira: 10% é repartida igualitariamente, e 90% segundo a bancada eleita pela coligação nas eleições de 2022. Somente as siglas que atingiram a cláusula de barreira têm direito ao espaço, o que deixa Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) sem tempo.

Confira abaixo o tempo de TV e rádio caso o Republicanos apoie Flávio:

  • Flávio Bolsonaro: 5 minutos e 20 segundos
  • Luiz Inácio Lula da Silva: 4 minutos e 47 segundos
  • Ronaldo Caiado: 1 minuto e 49 segundos
  • Augusto Cury: 34 segundos



Fonte: CNN Brasil, todos os direitos reservados

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