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Benjamim Guimarães é liberado para navegar, mas passeios ainda dependem de dragagem no Rio São Francisco

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O Vapor Benjamim Guimarães, uma das embarcações mais emblemáticas do Rio São Francisco, recebeu autorização da Marinha do Brasil para voltar a navegar. A liberação foi formalizada no sábado, 28 de março, com a emissão do Cartão de Tripulação de Segurança (CTS), documento que habilita a operação da embarcação do ponto de vista técnico e operacional.

A autorização representa um passo decisivo para a retomada das atividades do vapor, que estava fora de operação havia anos e passou por um amplo processo de restauração. Símbolo histórico de Pirapora, no Norte de Minas, o Benjamim Guimarães também integra a memória da navegação no Velho Chico e mantém forte ligação com a história do interior da Bahia.

Embora a liberação da Marinha tenha sido confirmada, o retorno dos passeios turísticos ainda não será imediato. A embarcação depende agora da realização de dragagem e sinalização do canal de navegação em trecho do Rio São Francisco, em Pirapora, para que as viagens possam ocorrer em segurança.

Autorização da Marinha abre caminho para retorno do vapor

A emissão do Cartão de Tripulação de Segurança ocorreu após vistoria técnica realizada pela Marinha no último dia 19. O documento estabelece a tripulação mínima exigida e confirma que a embarcação atende às condições necessárias para voltar a operar.

Na prática, a autorização encerra uma etapa importante do processo de regularização do vapor e permite avançar para a fase final antes da retomada dos passeios. Em Pirapora, a medida foi recebida como um marco para a reativação de um dos principais cartões-postais da cidade.

Retomada das viagens ainda depende de dragagem no Rio São Francisco

Apesar do avanço, o funcionamento do Benjamim Guimarães ainda depende de obras no leito do rio. O assoreamento em parte do trecho utilizado pela embarcação é apontado como o principal entrave para o reinício das viagens turísticas.

De acordo com informações divulgadas localmente, será necessária a dragagem e a sinalização de aproximadamente 12 a 14 quilômetros do canal de navegação. A previsão é que essa etapa receba investimento de cerca de R$ 3 milhões, permitindo a retomada das operações nos próximos meses.

A expectativa é que, depois de concluídas essas intervenções, o vapor volte a fazer passeios turísticos em Pirapora, recolocando a embarcação em atividade regular no Velho Chico.

Embarcação centenária é símbolo histórico do Velho Chico

Construído em 1913, nos Estados Unidos, o Vapor Benjamim Guimarães é tratado como uma das embarcações históricas mais importantes ainda preservadas no país. Ao longo do século XX, o vapor ajudou a consolidar a navegação no Rio São Francisco, transportando passageiros e mercadorias e conectando comunidades ribeirinhas entre Minas Gerais e Bahia.

Com o passar do tempo, a embarcação deixou de ter apenas função de transporte e passou a assumir também papel cultural, turístico e patrimonial. Em Pirapora, tornou-se um dos principais símbolos da cidade. No contexto regional, o vapor preserva a memória de um período em que o São Francisco era uma das rotas mais importantes do interior brasileiro.

Restauração devolveu condições de operação ao Benjamim Guimarães

O Benjamim Guimarães foi reinaugurado em 2025, após obras de restauração realizadas com recursos federais. O projeto integrou ações de revitalização da bacia do Rio São Francisco e de preservação do patrimônio histórico, com investimento total de R$ 5,3 milhões.

A recuperação da embarcação foi tratada como estratégica não apenas do ponto de vista turístico e cultural, mas também por seu valor simbólico para a identidade das populações ribeirinhas. A volta do vapor reforça a preservação da história da navegação no São Francisco e recoloca em evidência um patrimônio que atravessa gerações.

Retorno do vapor tem impacto turístico e histórico para Minas e Bahia

A autorização para voltar a navegar tem repercussão que vai além de Pirapora. Historicamente ligado ao percurso do Rio São Francisco, o Benjamim Guimarães também faz parte da memória compartilhada por municípios baianos banhados pelo Velho Chico, especialmente pela antiga conexão fluvial entre Pirapora e Juazeiro.

Por isso, a retomada das viagens é vista não apenas como a reativação de um atrativo turístico, mas como a recuperação de um elemento central da história regional. O retorno do vapor reforça o valor cultural do São Francisco e amplia o debate sobre preservação patrimonial, turismo e revitalização do rio.

Com a autorização da Marinha já formalizada, o próximo passo será garantir as condições de navegabilidade no trecho previsto para os passeios. Até lá, o Benjamim Guimarães volta ao centro das atenções como um dos maiores símbolos vivos da história do Velho Chico.



Com informações do Agência Sertão

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