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Após tarifaço, Haddad chama Tarcísio de ‘ingênuo’ por apoiar Trump e diz que SP foi o estado mais prejudicado

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O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), chamou, nesta quinta-feira (16), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de “ingênuo” pelo apoio declarado a Donald Trump, que impôs o tarifaço de 25% aos produtos brasileiros um dia antes.

“Espero que o Tarcísio reavalie a sua posição em relação ao governo dos Estados Unidos. Ele tem que reavaliar e fazer uma autocrítica por ter sido ingênuo de imaginar que um outro país fosse defender os nossos interesses. Foi uma ingenuidade muito grande”, disse Haddad, em Jales, no interior de São Paulo.

Tarcísio ainda não fez declarações públicas sobre o tema. A fala de Haddad, no entanto, referencia episódios anteriores, como a celebração de Taríscio logo após o presidente Donald Trump ser eleito. Na ocasião, o governador de SP publicou um vídeo vestindo um boné com o slogan de campanha do estadunidense, “Make America Great Again” (Tornar a América Grande de Novo). Já em 2025, após o anúncio da primeira rodada do tarifaço, sua reação foi uma postagem culpando Lula e sem referências às consequências para a economia paulista.

Na quarta-feira (15), o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou a aplicação de 25% sobre produtos brasileiros para entrar em vigor no dia 22 de julho. No processo, o governo de Donald Trump afirma que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos Pix, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria.

“O que o PIX fere a soberania dos Estados Unidos? Nada. PIX não faz mal nenhum para o governo americano. Por que atacar uma tecnologia gratuita? O PIX é uma ameaça aos interesses privados, mas ele é público. Ele está barateando os custos de transação no Brasil”, disse Haddad.

Haddad declarou que o Brasil não está em conflito com os estadunidenses, mas sim o “governo Trump que tem problemas conosco”. O ex-ministro lembrou que os Estados Unidos são superavitários na balança comercial com o Brasil e que São Paulo é o estado mais prejudicado, em setores como etanol, máquinas agrícolas e papel. O candidato falou em “dar uma resposta” aos Estados Unidos.

“O Brasil precisa estar unido para dar uma resposta a essa agressão completamente gratuita ao nosso país, que tem um déficit com o governo americano há 15 anos. São mais de 400 bilhões de dólares de déficit acumulado. Por que os Estados Unidos estão atacando o Pix e a produção? O estado mais afetado pelo tarifaço do Trump é São Paulo.”





Com Informações: Brasil de Fato

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