O presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), senador Carlos Viana (Podemos-MG), rebateu nesta sexta-feira (6) a nota emitida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) que diz que a comissão teria disponibilizado à imprensa arquivos relativos ao ministro Alexandre de Moraes e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Em nota publicada em seu perfil nas redes sociais, o senador afirma que a CPMI “sempre atuou dentro dos limites legais e regimentais” e nunca divulgou qualquer material sigiloso envolvendo ministros do STF.
A manifestação de Moraes diz que uma análise técnica dos dados telemáticos de Vorcaro não identificou mensagens enviadas ao ministro do Supremo. A nota foi divulgada após reportagem apontar suposta troca de mensagens entre o banqueiro e o magistrado no dia em que o dono do Master foi preso, em novembro de 2025.
Decisão de Mendonça
Viana também comentou a decisão do ministro André Mendonça de determinar apuração de um eventual vazamento de informações: “Recebo a medida com serenidade e respeito institucional.”
Mendonça, o relator do caso na Corte, atende a um pedido da defesa do banqueiro. Segundo os advogados, informações extraídas de aparelhos celulares de Vorcaro teriam sido divulgadas por veículos de imprensa após o acesso aos dados obtidos a partir da quebra de sigilo autorizada no âmbito da CPMI do INSS.
Na decisão, Mendonça afirma que a eventual quebra de sigilo de dados no curso de uma investigação não torna as informações públicas. Pelo contrário, segundo o ministro, as autoridades que têm acesso ao material passam a ter o dever de preservar o sigilo.
*Sob supervisão de Lucas Schroeder













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