O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu nesta segunda-feira (26) a declaração do candidato derrotado nas eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro (PL), de que fiscais do seu partido teriam sido retirados da chamada sala-cofre da Corte durante a apuração do segundo turno das Eleições de 2026.
Em nota oficial, a Justiça Eleitoral disse que “a afirmação é falsa” e confirmou que os representantes credenciados pelo Partido Liberal (PL) acompanharam livremente a totalização dos votos na Sala de Totalização e o Teste de Integridade das Urnas.
“Dois fiscais do PL estiveram no TSE para acompanhar o Teste de Integridade das Urnas, realizado no subsolo do prédio, e a totalização e divulgação dos resultados, na Sala de Totalização. Também visitaram a Sala dos Partidos Políticos, no 5º andar. Há registro de presença nos locais visitados, além de filmagem na Sala de Totalização, que comprovam o acesso livre dos fiscais às unidades do TSE”, diz a nota.
A sala-cofre do TSE consiste em uma estrutura tecnológica de alta segurança projetada para abrigar os servidores físicos e o banco de dados do tribunal. O ambiente conta com controle estrito de acesso e proteção contra incêndios, oscilações elétricas e interferências físicas, não sendo um espaço destinado à visitação ou contagem manual de votos.
Diferente de insinuações veiculadas em redes sociais, os votos das urnas eletrônicas são gravados digitalmente em mídias criptografadas e transmitidos por rede própria. A fiscalização por parte dos partidos políticos, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público e de missões internacionais de observação ocorre em auditórios e na Sala de Totalização, descartando a possibilidade de alteração ou exclusão de votos no ambiente dos servidores.
Em pronunciamento oficial após o encerramento da apuração no domingo (25), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, confirmou o resultado do pleito e assegurou ter “absoluta segurança de todo o processo eleitoral”.
“Ao presidente Lula, registro o reconhecimento da Justiça Eleitoral por sua participação em mais este processo democrático e pela vitória nas urnas. Sua trajetória política atravessa diferentes períodos da história democrática brasileira. Participou como candidato de 8 eleições, tendo vencido 4 delas”, afirmou o presidente do TSE.
O magistrado abordou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação até as 19h em seções com gargalos no transporte público, ressaltando que a medida não alterou o resultado final das urnas.
Nunes Marques explicou que a extensão gerou dificuldades operacionais e exigiu a suspensão temporária do fluxo de boletins de urna para preservar o sigilo das informações, mas destacou que a equipe técnica do tribunal contornou as falhas sem prejuízo à integridade do processo.
“Como os senhores já perceberam, graças aos esforços administrativos do Tribunal e da nossa equipe técnica, nós conseguimos solucionar a maioria dos problemas, nós conseguimos contornar todas essas dificuldades no último momento, fizemos a contenção de todos os arquivos de boletim de urna do Brasil e, após essa decisão de poucas horas, conseguimos dar a fluência num ritmo que evitasse qualquer tipo de problema técnico”, afirmou o presidente do TSE.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República ao obter 51,79% dos votos válidos, superando Flávio Bolsonaro, que alcançou 48,21% no segundo turno. O candidato derrotado afirmou que não aceitará o resultado e sinalizou que acionará a Justiça Eleitoral para pedir a anulação da eleição.
Após a consolidação matemática das urnas, Nunes Marques fez ligações telefônicas aos dois postulantes, parabenizando Lula pela vitória e cumprimentando Flávio Bolsonaro pela campanha.













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