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Trump decreta fim do cessar-fogo com o Irã horas depois de aceitar retomar negociações

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (10) que está disposto a negociar com o Irã e, horas depois, confirmou novamente o fim do cessar-fogo.

“A República Islâmica do Irã nos pediu para continuar as negociações. Concordamos com isso, mas os Estados Unidos deixaram absolutamente claro para eles que o cessar-fogo ACABOU!”, disse Trump na rede social para conservadores Truth Social.

Nesta semana, os EUA acusaram o Irã de bombardear três navios-tanque do Catar e da Arábia Saudita no Estreito de Ormuz. Em seguida, as forças estadunidenses bombardearam cerca de 90 alvos iranianos. Os ataques aconteceram após uma outra ofensiva, que teve cerca de 80 alvos.

O Irã revidou, atingindo instalações militares estadunidenses no Kuwait e no Bahrein. Em meio ao cenário de rispidez, o Catar tem tentado mediar eventuais negociações. Nesta sexta-feira (10), a agência iraniana Tasnim informou que uma delegação catari visitou Teerã.

Outro ator estratégico no Oriente Médio, Israel disse, por meio do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que a guerra “ainda não terminou”.

Na escalada da tensão, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohammad Bagher Zolghadr, emitiu um alerta: “Como já afirmamos anteriormente, o ataque à infraestrutura será respondido com retaliação, e o regime sionista, responsável por essas atrocidades, também não escapará da resposta dos combatentes”.

Para a autoridade, os ataques israelenses seriam uma reação ao funeral do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, morto em fevereiro em decorrência do ataque conjunto de EUA e Israel contra o território iraniano.�

Em conversa com o Brasil de Fato, a professora de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC), Jana Silverman, explicou que Trump tem repetido o discurso beligerante para passar uma imagem de força, mas a situação não encontra respaldo na realidade.

“Não existe nada de novo. Desde o início do conflito, ele faz isso. Eu acredito que essa guerra está deixando muito evidente que há formas de fazer uma guerra não convencional contra um país que é o maior poder militar do mundo”, avaliou Silverman.





Com Informações: Brasil de Fato

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