Em ato realizado na orla de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, neste domingo (30) representantes do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro e trabalhadores do setor protestaram pelo fim da escala 6×1. A manifestação também contou com a presença de trabalhadores demitidos pelas Casas Bahia.
Dias antes de entrar com pedido de recuperação judicial diante da falência, o grupo Casas Bahia determinou o fechamento de 298 unidades físicas e a demissão de 1.900 trabalhadores em todo o Brasil. A comunicação das demissões aconteceu entre os dias 14 e 15 de agosto, enquanto o pedido formal de recuperação veio no domingo (16).
Em 24 de agosto uma decisão da Justiça do Trabalhodeterminou a readmissão dos trabalhadores e a determinação de que qualquer outra decisão de demissão em massa deva ser mediada pelo sindicato da categoria. A decisão não garante a permanência dos trabalhadores, mas preserva seus direitos em caso de demissão.
Segundo o presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, Márcio Ayer, a empresa se recusa a dar informações sobre as demissões. “Em caso de recuperação judicial, as empresas fornecedoras, assim como os bancos, têm seguro em caso de calote. E os trabalhadores, como ficam?”, questionou Ayer.
No mesmo dia da decisão judicial, o Sindicato realizou uma reunião com representantes da empresa, mas neste momento não foram apresentados números de demitidos na cidade do Rio e nem quais as lojas foram fechadas ou que podem vir a encerrar as atividades.
Agora o sindicato busca agendar uma nova reunião com o grupo com a presença do Ministério Público do Trabalho.
Orientações
Diante da decisão da justiça de reintegrar os trabalhadores, a empresa poderá convocar os funcionários para atividade compatível nas estruturas remanescentes ou manter em afastamento remunerado enquanto perdurar a medida.
A empresa também deve restabelecer o plano de saúde e demais benefícios assistenciais de trato continuado que tenham sido cancelados exclusivamente em razão das dispensas.
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O Sindicato orienta que os trabalhadores não façam exame demissional ou assinem documentos de rescisão. E pede para aqueles que forem convocados para a readmissão, comuniquem o sindicato.
A reportagem pediu um posicionamento das Casas Bahia e aguarda retorno para atualizar a matéria.















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