Referência do skate brasileiro e mundial, Rayssa Leal escreveu uma carta destinada às meninas que participam do programa “Skate Pela Mudança Social”, do qual é embaixadora.
A atleta participa de uma iniciativa que, entre 2024 e 2025, apoiou três ONGs da região Nordeste com equipamentos esportivos, especialmente de segurança, além de promover formação em pedagogia e equidade de gênero para gestores e educadores.
Na carta em questão, a skatista brasileira incentivou as meninas nos momentos de maior dificuldade. Rayssa Leal destacou a perseverança que teve na carreira e reforçou o pedido para que as mulheres pratiquem a modalidade.
“Se eu tivesse desistido toda vez que eu caí, muita coisa não teria acontecido. O medo andou comigo por um tempo. E às vezes ainda aparece por aqui. Um medo que todas nós conhecemos: de não ser aceita, de ouvir que isso não é para você. Mas é nessas horas que lembro de todas aquelas que vieram antes de mim e sonho com todas as outras que virão”, disse Rayssa Leal.
“Por isso, sempre quis que mais meninas ocupassem as pistas de skate. Que se sentissem cada vez mais confiantes sobre quem são e o que podem conquistar”, escreveu.
“Quando eu comecei a andar de skate, muitas vezes eu era a única menina na pista. O que sempre me fez continuar foi o amor pelo skate. E também o apoio da minha família, acreditando em mim e me incentivando a seguir em frente”, disse, em entrevista à revista “Glamour”.
Para Rayssa Leal, estrutura, apoio e representatividade são aspectos fundamentais para assegurar a continuidade das meninas na modalidade. A atleta salientou que as mulheres precisam ter as mesmas chances que os homens no skate.
“O mais importante é ter apoio e incentivo desde o começo. Muitas meninas têm talento e vontade, mas às vezes desistem porque não encontram um ambiente acolhedor, não têm estrutura ou não se sentem representadas”, prosseguiu.
“Quando existe apoio da família, de amigos e de projetos que incentivam a prática do esporte, tudo fica mais possível. A igualdade de gênero faz muita diferença, porque quando a menina percebe que ela tem o mesmo espaço, as mesmas oportunidades e o mesmo respeito que os meninos, ela se sente mais segura para continuar. Isso passa por mais visibilidade, mais eventos, mais incentivo e mais reconhecimento”, ensinou.
“E também acho que a autoestima e a confiança contam muito. Às vezes, o que faz alguém persistir não é só o talento, mas acreditar que é capaz mesmo quando as coisas ficam difíceis”, reforçou.













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