A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), oficializou sua candidatura à reeleição neste domingo (28), durante a convenção estadual do PSD, realizada no Recife. Em seu discurso, a gestora enfatizou que optou pelo “caminho difícil” ao assumir o governo, priorizando reformas estruturais e o equilíbrio das contas públicas em vez de soluções imediatistas.
“Nós escolhemos os caminhos difíceis. […] O caminho da transformação nunca é o caminho do atalho”, afirmou a candidata oficializada.
Raquel defendeu a continuidade de seu projeto, afirmando que o estado passa por um processo de transformação que não ocorre “do dia para a noite”.
Ajuste fiscal e investimentos
De acordo com a governadora, a gestão herdou o estado com as contas comprometidas, o que exigiu um esforço de austeridade no primeiro ano.
Raquel destacou uma economia de R$ 2,5 bilhões obtida por meio de revisão de contratos e eficiência administrativa, recursos que, segundo ela, garantiram a capacidade de investimento atual do estado.
Ela citou como prioridades de sua administração o enfrentamento da falta de água, a recuperação de estradas e a reforma de unidades de saúde, como o Hospital da Restauração.
Programas sociais e parcerias federais
No campo social, o discurso focou em iniciativas como o Mães de Pernambuco, o programa habitacional Morar Bem e o Bom Prato, que serve cerca de 60 milhões de refeições diárias.
A governadora também rebateu críticas sobre o isolamento político, ressaltando parcerias com o governo federal. Raquel citou diretamente o apoio do presidente Lula e de ministros para a execução de obras como a conclusão da BR-104 e as intervenções no Canal do Fragoso.
“Pernambuco não é lugar para laboratório”
A chapa para a disputa eleitoral mantém a atual vice-governadora, Priscila Krause, reafirmando a aliança entre os grupos políticos.
Ao projetar a campanha, Raquel Lyra afirmou que o eleitorado deverá decidir entre a continuidade dos avanços ou o retorno a modelos anteriores.
“Pernambuco não é lugar para laboratório”, declarou a candidata, indicando que o foco dos próximos meses será a entrega de obras e a consolidação de projetos iniciados em sua primeira metade de mandato.













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